Voto inflacionário | Por Inocêncio Nóbrega

A escalada desse tenebroso descortino corre célere, enquanto se atrofiam os três Poderes da República, por exemplos pífios de trabalho e honestidade. FHC ditou regras de como se suga uma Nação. As ambições políticas, cada vez mais acesas, continuarão, em detrimento aos direitos sociais e à soberania nacional. O voto inflacionário, obra do Executivo e Legislativo, promete alcançar cifras estratosféricas nos próximos mandatos, se o povo não reagir, pondo um freio nesses desgovernos.

Por Admin 26/10/2017 - 10:36 hs
Foto: Divulgação
Voto inflacionário | Por Inocêncio Nóbrega
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Inocêncio Nóbrega
Jornalista
inocnf@gmail.com

São poucos os que andam entusiasmados com os hábitos de cultura política de nosso País. Certas exemplaridades institucionais e democráticas, inauguradas já nos albores republicanos, apesar de duramente contestadas são praticadas à larga. A estabilidade e a normalidade do sistema de governo são interrompidas pela tradição dos golpes de estado, estado de sítio, ditaduras explícitas, Atos Institucionais, mandatos sustados, perseguições à mídia independente; prisões e deportações a patriotas, intervenções militares, erros da Justiça; Congresso fechado ou jugulado, enfim os três poderes harmônicos e visivelmente corrompidos.  Baixos valores, éticos e morais,  conspiram contra a ordem democrática e constitucional.

Relembremos o casuísmo da reeleição de FHC, em janeiro de 1997.  A volúpia de alguns parlamentares fez com que o ex-presidente, para sua aprovação, lançasse mão de expedientes espúrios, mediante o emprego de  dinheiro vivo, liberação de verbas, troca de alguma obra e concessões de rádio e TV. Dois deputados federais, beneficiados pelo esquema, renunciaram e  três outros absolvidos. Um outro, teria recebido, na época, R$ 200.000,00, exigidos para emitir seu voto favorável, somando-se a cerca de 50 outros pares.  Valores não descobertos, em razão da “Operação Abafa”, do Governo/Rede Globo.

O fato vem se repetindo, desde o golpe de 2016. Buscando interromper, embora provisoriamente, o processo movido pela PGR contra ele e dois ministros, Temer recorre à negociação dos votos, da Câmara dos Deputados, pagos pelo Tesouro Nacional. A dinheirama, portanto, corre solta no Palácio do Jaburu e nos corredores do Congresso Nacional. Somente para volta de Aécio ao plenário, fala-se em R$ 200 milhões, que teriam sido rateados entre 44 senadores votantes, obedientes ao seu esquema. Chega a R$ 6 bilhões, o dispêndio pela compra de votos, fartamente distribuído entre parlamentares, para garantirem a sustação do andamento da devassa. Fazendo as contas, o voto ficou inflacionado em mais de R$ 4.500%.

A escalada desse tenebroso descortino corre célere,  enquanto se atrofiam os três Poderes da República, por exemplos pífios de trabalho e honestidade. FHC ditou regras de como se suga uma Nação. As ambições políticas, cada vez mais acesas, continuarão, em detrimento aos direitos sociais e à soberania nacional. O voto inflacionário, obra do Executivo e Legislativo, promete alcançar cifras estratosféricas nos próximos mandatos, se o povo não reagir, pondo um freio nesses desgovernos.

São poucos os que andam entusiasmados com os hábitos de cultura política de nosso País. Certas exemplaridades institucionais e democráticas, inauguradas já nos albores republicanos, apesar de duramente contestadas são praticadas à larga. A estabilidade e a normalidade do sistema de governo são interrompidas pela tradição dos golpes de estado, estado de sítio, ditaduras explícitas, Atos Institucionais, mandatos sustados, perseguições à mídia independente; prisões e deportações a patriotas, intervenções militares, erros da Justiça; Congresso fechado ou jugulado, enfim os três poderes harmônicos e visivelmente corrompidos.  Baixos valores, éticos e morais,  conspiram contra a ordem democrática e constitucional.

Relembremos o casuísmo da reeleição de FHC, em janeiro de 1997.  A volúpia de alguns parlamentares fez com que o ex-presidente, para sua aprovação, lançasse mão de expedientes espúrios, mediante o emprego de  dinheiro vivo, liberação de verbas, troca de alguma obra e concessões de rádio e TV. Dois deputados federais, beneficiados pelo esquema, renunciaram e  três outros absolvidos. Um outro, teria recebido, na época, R$ 200.000,00, exigidos para emitir seu voto favorável, somando-se a cerca de 50 outros pares.  Valores não descobertos, em razão da “Operação Abafa”, do Governo/Rede Globo.

O fato vem se repetindo, desde o golpe de 2016. Buscando interromper, embora provisoriamente, o processo movido pela PGR contra ele e dois ministros, Temer recorre à negociação dos votos, da Câmara dos Deputados, pagos pelo Tesouro Nacional. A dinheirama, portanto, corre solta no Palácio do Jaburu e nos corredores do Congresso Nacional. Somente para volta de Aécio ao plenário, fala-se em R$ 200 milhões, que teriam sido rateados entre 44 senadores votantes, obedientes ao seu esquema. Chega a R$ 6 bilhões, o dispêndio pela compra de votos, fartamente distribuído entre parlamentares, para garantirem a sustação do andamento da devassa. Fazendo as contas, o voto ficou inflacionado em mais de R$ 4.500%.

A escalada desse tenebroso descortino corre célere,  enquanto se atrofiam os três Poderes da República, por exemplos pífios de trabalho e honestidade. FHC ditou regras de como se suga uma Nação. As ambições políticas, cada vez mais acesas, continuarão, em detrimento aos direitos sociais e à soberania nacional. O voto inflacionário, obra do Executivo e Legislativo, promete alcançar cifras estratosféricas nos próximos mandatos, se o povo não reagir, pondo um freio nesses desgovernos.