Comissão da Assembleia Legislativa quer discutir malha ferroviária mineira

Vagões abandonados em Sete Lagoas motivaram requerimento para a realização de debate público sobre o assunto; em Araguari, a situação se repete no Palácio dos Ferroviarios, a poucos metros do gabinete do prefeito.

Por Aloisio Nunes de Faria 12/10/2017 - 21:47 hs
Foto: Portal de Araguari
Comissão da Assembleia Legislativa quer discutir malha ferroviária mineira
Pelo menos duas dezenas de vagões estão abandonados no pátio do Palácio dos Ferroviários,em Araguari

A Comissão de Desenvolvimento Econômico da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) aprovou nessa terça-feira (10), um requerimento para a realização de debate público para discutir os problemas da malha ferroviária mineira.

Os deputados João Leite (PSDB) e Roberto Andrade (PSB), autores da proposição, foram motivados por denúncia publicada pelo jornal Hoje em Dia no último dia 24 de agosto. Segundo a notícia, vários vagões que eram utilizados para o transporte de cargas e pessoas estão abandonados em Sete Lagoas (Região Central do Estado) por estarem enferrujados e degradados.

De acordo com os dois parlamentares, esse tema é de grande relevância para o desenvolvimento econômico, a cultura e a história do Estado. As concessões ferroviárias também serão discutidas, uma vez que, desde a privatização do setor, houve redução na extensão das ferrovias.

Situação em Araguari

Outro exemplo de descaso com o patrimônio público encontra-se em Araguari. E o pior: a pouco mais de 100 metros do gabinete do prefeito Marcos Coelho de Carvalho (PMDB), no pátio do Palácio dos Ferroviários, sede da prefeitura e quintal do poder político e administrativo do município.

(ver fotos ao final da matéria)

São pelo menos duas dezenas de vagões de diversos tipos, expostos à ação do tempo.  Entre os modelos encontrados, estão vagões graneleiros e gaiolas para o transporte de animais, além de um vagão tanque, utilizado para o transporte de combustíveis.

No meio desse cemitério, há ainda o que restou de uma máquina de tração ferroviária movida à diesel e vagões alojamento iguais ao modelo recentemente recuperado pela VLI e exposto sobre o canteiro da Avenida Mato Grosso, na divisa com a Avenida Belchior de Godoy.

Além desses, consta que em um dos barracões encontra-se um vagão dormitório de madeira sendo corroído pela acão de cupins, há cerca de 10 anos.

Todos os bens, alguns sucateados e outros em condições de uso após reformas, pertencem ao patrimônio da extinta Rede Ferroviária Federal S/A, atualmente sob a administração da Superintendência do Patrimônio da União (SPU).