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sexta-feira, 17 de março de 2017

Aloisio Nunes de Faria

João Baptista Herkenhoff: Seminários de Hermenêutica

João Baptista Herkenhoff (*)

Sem sombra de dúvida, escolhi um título solene para os seminários de que tratarei neste artigo. Por este motivo, creio que seja de bom alvitre começar dizendo o que é Hermenêutica.

Um vizinho inteligente e curioso, morador do edifício onde resido, toca bem cedo a campainha do nosso apartamento e me pergunta sem qualquer preâmbulo: o que é hermenêutica?

A pergunta assim direta, sem rodeios, me assusta, porém me provoca. Expliquei: Hermenêutica é a ciência e a arte da interpretação.

Ser questionado é muito interessante. As perguntas são a chave do saber.






Um homem inteligente, que aprendeu a pensar, na luta da vida e não na universidade, colocou-me uma questão muito séria dias atrás. Com a lógica dos indivíduos objetivos, diretos no raciocínio, ele me interpelou:

"Por que juízes e advogados não fazem valer as leis existentes no país? Parece-me que temos uma Constituição muito bonita, cheia de artigos importantes, mas nada é cumprido."

Acho que tem razão este amigo no seu "discurso de senso comum".

Os preceitos constitucionais devem impregnar todo o ordenamento jurídico. Devem dar o "norte" na interpretação dos diversos ramos do Direito. Têm valor por si só, independentemente de regulamentação, sempre que for possível extrair deles um comando racional. Isto acontece pela precedência, isto é, pela supremacia da Constituição.

Nesta linha de reflexão, não me parecem vazios ou retóricos certos preceitos constitucionais, como se diz às vezes que são, à falta de determinações concretas, objetivas, palpáveis.

Neste caso está o art. 193, que abre o título "Da ordem social", na Constituição brasileira:

"A ordem social tem como base o primado do trabalho, e como objetivos o bem-estar e a justiça sociais."

Este não é um preceito nulo, é um preceito afirmativo: o primado do trabalho é a base da ordem social; o bem-estar e a justiça social são o fim dessa mesma ordem.

Quem edifica essa ordem são todas as forças integrantes da sociedade, inclusive os juristas - advogados, procuradores, juízes.

Para as forças interessadas na manutenção de seus privilégios, é bem cômodo dizer que princípios como o do art. 193 são princípios programáticos. Em outras palavras: não teriam efeito real.

Como pode ser princípio programático um artigo constitucional que coloca o verbo no presente do indicativo e diz que "a ordem social tem como base o primado do trabalho"?

Se a ordem social tem como base o primado do trabalho, e como objetivo o bem-estar e a justiça sociais, todas as leis devem ser interpretadas e aplicadas sob essa diretriz.

As leis constituem instrumento da ordem social. O instrumento não pode trair o projeto global. Se o projeto é a ordem social fundada no primado do trabalho e orientada para o bem-estar e a justiça social, qualquer lei que traia esse objetivo, que fraude esse projeto é inconstitucional.

Eu me proponho a realizar Seminários de Hermenêutica em universidades, faculdades, seccionais da OAB ou igrejas. Não cobro honorários. Satisfaço-me com o custeio de hotel e passagem aérea (apenas uma passagem, embora eu sempre viaje em companhia de minha esposa).

(*) João Baptista Herkenhoff, 80 anos, é Juiz de Direito aposentado, palestrante em atividade e escritor. Autor de Como aplicar o Direito (Editora Forense, Rio).
E-mail: jbpherkenhoff@gmail.com
Site: www.palestrantededireito.com.br

quinta-feira, 16 de março de 2017

Aloisio Nunes de Faria

Time de Araguari vai disputar vaga para o mundial de basquete na Croácia

O time de basquete feminino da Escola Estadual Madre Maria Blandina – Polivalente, e da Secretaria Municipal de Esportes, irá disputar o Campeonato Brasileiro Escolar de Basquetebol, que será realizado de 20 a 29 de março de 2017, na cidade de Recife, Pernambuco. 





Os times vencedores das seletivas nacionais de basquete terão a oportunidades de viajar para fora do Brasil. O Mundial de Basquetebol Escolar, no período de 29 de abril a 7 de maio, será realizado na cidade de Porec, na Croácia. 

O time araguarino, representante do estado de Minas Gerais, é composto pelas atletas Kamila Pereira, Sara Rufino, Yasmim Maraia , Cecília Magalhães , Clara Alice Martins, Natanea Monteiro , Karolaine Ferreira, Larissa Mariana , Nathalia Marques , Lorraine Santos , Kethelin Marques e Joseane Medeiros,  e treinadas pelo técnico Maurício Diniz. 

“A Seletiva Nacional de Basquetebol – Campeonato Brasileiro Escolar, tem por objetivo incentivar no meio estudantil a prática desportiva, enaltecendo os benefícios educacionais e comportamentais inerentes a atividades como espírito de equipe, cooperação, amizade e disciplina. E é uma grande honra para Araguari ter o time de basquete feminino representando todo o estado de Minas Gerais. Iremos dar o nosso melhor em quadra e trazer a vitória para nossa cidade”, destacou o técnico Maurício Diniz.

Fonte: ASCOM/Prefeitura de Araguari
Foto: Secretaria Municipal de Esportes
Aloisio Nunes de Faria

Como encantar e fidelizar clientes é tema de palestra gratuita do SEBRAE na ACIA Araguari


O SEBRAE Minas realiza, em parceria com a ACIA-Associação Comercial e Industrial de Araguari, uma palestra gratuita com o tema " Estratégias para Encantar e Fidelizar Clientes ", ministrada pelo consultor Ariel Sanchez, especialista em Marketing Empresarial. O evento acontece no dia 29 de março do corrente ano, às 18h30, no auditório "Joaquim Anibal", na ACIA Araguari.






O objetivo é despertar o empresariado da cidade para a importância de ter uma equipe de vendas bem treinada para um atendimento de excelência, com uma abordagem mais eficiente para cada perfil de cliente.
A iniciativa prepara o empreendedor para atuar em um mercado cada vez mais concorrido, e para que ele atraia o olhar de novos clientes e os fidelize. Hoje, oferecer um bom produto ou serviço não garante que o consumidor evite a concorrência. Para isso, é necessário um trabalho de encantamento por meio de uma estratégia capaz de construir um vínculo afetivo entre a marca e o cliente. 

O público-alvo da atividade de qualificação são os empresários formais e informais e potenciais empresários e profissionais liberais que desejam conhecer as possibilidades de gerar maior satisfação do cliente, através da agregação de valor, reforçando a postura competitiva de sua própria empresa.

As vagas são limitadas. Os interessados em participar devem se inscrever no site: https://www.sympla.com.br/paletra-estrategias-para-encantar-e-fidelizar-clientes__122533.

SERVIÇO
Palestra “Estratégias para Encantar e Fidelizar Clientes”
Data: 29 de março de 2017  (quarta-feira)
Horário: 18h30
Local: ACIA Araguari - Avenida Tiradentes, 35, 3º Piso - Centro
Evento gratuito
Mais informações: 3241-6939

quarta-feira, 15 de março de 2017

Aloisio Nunes de Faria

Mineira é a primeira mulher a comandar um batalhão de operações aéreas no Brasil

Da AGÊNCIA MINAS - Uma mulher em pleno voo, a bordo de três potentes helicópteros de salvamento, sendo dois modelos AS 350B2 (Esquilo) e um moderno biturbina BK 117 (EC 145), no atendimento a todos os socorros aeromédicos do Estado. A major Daniela Lopes Rocha da Costa, aos 41 anos, cruzou os céus rumo a entrar para a história do país como pioneira no exercício militar, alcançando um dos mais altos postos oficiais do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais.

Ela é a primeira mulher a comandar um batalhão aéreo no Brasil, em um feito inédito, tornando-se um exemplo de valorização da figura feminina na carreira profissional militar, em um cenário no qual o aumento do protagonismo da mulher representa conquistas nas políticas e avanços sociais.

Foto: Omar Freire / Major Daniela Lopes, comandante do BOA





No hangar número 7, Corpo de Bombeiros, localizado no aeroporto Carlos Drummond de Andrade, na Pampulha, em Belo Horizonte, cidade natal da major, a mineira transita com espontaneidade entre os 43 oficiais militares do Batalhão Batalhão de Operações Aéreas (BOA).

O posto conta com mais quatro oficiais mulheres e, sob suas ordens, a equipe realiza socorros, apaga incêndios, transporta órgãos, realiza ações humanitárias e comanda a aeronave que serve como uma UTI móvel.

Em entrevista exclusiva à Agência Minas Gerais, na base do BOA, a reportagem reuniu uma equipe completa feminina: a major Daniela Lopes, a capitã Karla Lessa, 36 anos, a médica do SAMU Maria Olímpia dos Reis, 52 anos, e as enfermeiras Mineia Miranda, 44 anos, e Silvia Amélia de Souza Paula, 42 anos, que ocupam os postos necessários para conjuntamente realizar um salvamento (piloto, copiloto, médico do SAMU e enfermeiros do SAMU).

Na ocasião, a major revelou que seu feito inédito e o pioneirismo na cena militar aérea tem dois significados especiais.

Ela vai passar a comandar, ainda este ano, mais 13 pilotos que estão concluindo o curso de formação do CBMMG e outras duas novas aeronaves com maior capacidade de socorro. Os modelos B3 - uma versão acima e mais potente que os modelos B2 em atividade -, integrarão o batalhão, que tem sede em Belo Horizonte, e uma companhia em Varginha, no Sul de Minas.

Agência Minas Gerais: O significa em sua trajetória no Corpo de Bombeiros, neste momento histórico, ser a primeira mulher do país a atingir o posto de comandante do Batalhão Aéreo de Minas Gerais?

Major Daniela Lopes: Certamente tem um significado fundamental, eu diria assim. Entrei como soldado, entrei no concurso da primeira turma de mulheres, em 1993, e agora, chegar em uma função superior, no comando de um batalhão de operações aéreas é ter a possibilidade única de ver a evolução da mulher na carreira. Fui soldada, vi de perto o funcionamento do salvamento de vidas ao longo dos meus 21 anos de carreira, algo que sempre me motivou pela gratificação imediata do exercício e o reconhecimento da sociedade da função exercida. Agora sou comandante da unidade, então, isso é muito gratificante. Normalmente o comando é de dois anos na unidade, mas temos muitos outros caminhos para avançar.

Agência Minas Gerais: Como é comandar um batalhão com 43 militares oficiais do Corpo de Bombeiros?

Major Daniela Lopes: É algo muito peculiar, de fato a gente não deixa de ter aquele sentimento de orgulho de ver que a mulher está conquistando cada vez mais espaço na carreira, um lugar que sempre foi nosso e que lutamos ao longo de séculos para alcançar. Ver que nós estabelecemos e estamos avançando é gratificante. Poderia haver mais mulheres, mas as primeiras barreiras já foram derrubadas. A tropa aqui, o batalhão, não percebe o comando de uma mulher como uma diferença, não há este tipo de distinção, pois a profissionalização confere a certificação necessária para o trabalho que realizamos. Esta é uma tropa que eu já tive a oportunidade de conhecer e trabalhar com vários deles, então, eu não sou uma pessoa estranha e isso facilitou a adaptação e o entrosamento entre a equipe.

Agência Minas Gerais: Como está o andamento da expansão do Batalhão de Operações Aéreas?

Major Daniela Lopes: A expansão do BOA é mais um feito em que serei pioneira, pois, nos próximos meses, estarei à frente da ampliação dos serviços do batalhão. No momento temos 13 pilotos em formação, que além dos 43 que trabalham em Belo Horizonte e em Varginha - dos quais quatro são mulheres - integrarão o batalhão. Temos duas aeronaves em processo de aquisição, podendo ser entregues agora nesse segundo semestre e estamos planejando e estudando também uma expansão do hangar - uma possível mudança de hangar para comportar esse aumento da operação. Hangar novo. Novas e mais potentes aeronaves. Uma base novas, dentro do Aeroporto da Pampulha. Então os planos são esses, muita expectativa para 2017, principalmente com a chegada das novas aeronaves. Hoje temos três aeronaves: duas AS 350B2 (Esquilo) que realiza busca e salvamento e combate ao incêndio, além de transporte de órgãos, por ser uma aeronave dinâmica e mais leve e outra BK 117 (EC 145), que é uma UTI móvel e plataforma de observação. Agora, vamos adquirir uma versão um pouco mais potente que temos hoje, uma B2, e vai chegar mais duas aeronaves B3.

Agência Minas Gerais: O que a motivou a investir na carreira de bombeira militar, se tornar piloto e comandar um batalhão de salvamento?

Major Daniela Lopes: Sempre gostei dessa dinâmica de prestar o serviço e ver na hora o reconhecimento do outro. Essa gratificação que sentimos ao executar um trabalho que sempre me motivou. Entrei no Corpo de Bombeiros no serviço operacional porque é um serviço que prestamos e temos esse reconhecimento e gratificação imediata. Depois o curso de piloto foi uma oportunidade de retornar ao batalhão com mais esse desafio porque avançar do posto de soldado para comandar um batalhão é um grande passo. Tudo é possível e as possibilidades não se esgotaram, ainda temos um grande caminho a trilhar.

Incentivo às novas gerações






Outro destaque, a capitã Karla Lessa, 36 anos, foi a primeira mulher a chegar do Batalhão de Operações Aéreas (BOA). A bordo de um helicóptero Schweizer, a oficial realizou um voo de check, que a habilitou na função de Piloto Comercial de Helicóptero (PHC). Bombeiro há 16 anos, a capitão Karla começou a preparação para voar em 2009, quando foi selecionada em um concurso interno para realizar o Curso de Piloto Privado de Helicóptero e Comandante de Operações Aéreas – PPH/COA, no Batalhão de Radiopatrulhamento Aéreo da PMMG.

Ela contou à Agência Minas Gerais suas motivações sobre a carreira, suas memórias de salvamentos e revelou incentivar e apoiar as meninas que querem ingressar no serviço militar:

Agência Minas Gerais: Capitã Karla, você foi a primeira a chegar no Batalhão de Operações Aéreas, o que te motivou a entrar no Corpo de Bombeiros e trilhar essa carreira?

Capitã Karla Lessa: Diferentemente da major Daniela Lopes, que desde a infância andava às voltas com esse desejo, minha trajetória foi ao acaso. Entrei no Corpo de Bombeiros muito nova. Em busca de uma carreira, com 18 anos de idade, prestei vestibular para a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e, em seguida, para o Corpo de Bombeiros. Durante meus estudos e serviço como soldado eu entendi tudo o que o bombeiros fazem e a importância de realizar este trabalho, com o tempo me apaixonei pela profissão. Aí em diante as aspirações só aumentaram. Para ser piloto o primeiro contato que eu tive com aeronave foi no curso de formação de oficiais. Teve um treinamento fora e transportamos uma cadete que havia passado mal, de lá para cá tiveram outras atividades e descobri que a vantagem do batalhão aéreo é o de estar num posto de salvamento, mas agora em um cargo mais elevado, então eu consigo gerenciar e também acompanhar a rotina de perto.

Agência Minas Gerais: O que você diria àquelas meninas que têm o sonho e se espelham na profissão de vocês?

Capitã Karla Lessa: Bombeiro é uma aventura. Salvar vidas é gratificante. A sociedade de forma geral tem um reconhecimento em relação à profissão. Além dessas questões fundamentais, tem várias atividades interessantes que podem ser feitas durante os salvamentos, como treinamentos, exercícios de socorro, rapel e a possibilidade de andar de helicóptero. As pessoas depois de socorridas muitas vezes vêm agradecer. Cada salvamento é uma ocorrência diferente, então não tem nada que é igual, é uma rotina que não tem rotina. E a possibilidade de continuar estudando, de continuar evoluindo e avançar na carreira. Eu vejo muitas vantagens em ser um oficial dos Corpo de Bombeiros e eu espero que cada vez mais mulheres sejam incentivadas e estimuladas a entrar nessa carreira.

Agência Minas Gerais: Há algum caso que tenha marcado sua memória nesta trajetória de 16 anos na corporação?

Capitã Karla Lessa: São muitos os casos marcantes, muitas histórias que se passam, mas me lembro em específico de uma ocorrência que foi realizado para os colegas deste Batalhão dos Bombeiros. Uma vez estávamos entrando em serviço e um caminhão de transporte de combustível se envolveu num acidente automobilístico e quatro oficiais militares se envolveram no acidente. No momento em que a ocorrência foi feita, todos nós da equipe tivemos que nos preocupar em baixar a adrenalina, pois se tratavam de colegas de trabalho e profissionais que seguiriam realizando mais salvamentos. Equilibramos a mente e nos unimos com lucidez, como aprendemos ao longo da profissionalização, para fazer o salvamento. Os envolvidos se recuperaram, o motorista teve uma lesão séria no pé, mas se recuperou. Um outro senhor que estava em um caminhão teve um amputamento traumático na perna, mas depois ele veio no batalhão e agradeceu o atendimento. Nessa ocasião todos nós ficamos muitos emocionados com o reconhecimento pelo salvamento de uma vida e da família que teve um marido, um pai, de volta a casa.
Aloisio Nunes de Faria

Câmara de Araguari é julgada por descumprir Lei da Transparência


A Primeira Câmara do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCEMG) julgou procedente, nesta terça-feira, 14 de março, a Denúncia nº 951576, feita pelo presidente da Associação do Direito e Cidadania de Araguari – ADICA, Paulo Afonso de Campos, contra os ex-presidentes da Câmara Municipal de Araguari, Sebastião Joaquim Vieira e Giulliano Souza Rodrigues. A denúncia foi pelo descumprimento da Lei Complementar 131/2009, a Lei da Transparência, que determina a disponibilização, em tempo real, de informações detalhadas sobre a execução orçamentária e financeira da União, dos estados e dos municípios.






De acordo com o voto da relatora Adriene Andrade, acompanhado pelos demais conselheiros, a multa deixou de ser aplicada aos responsáveis, apesar da denúncia ser procedente, uma vez que a ação de controle do TCEMG “se consolidou em seu aspecto pedagógico”, pois resultou na adoção de medidas necessárias à correção das falhas apontadas na denúncia.

Segundo a Denúncia, protocolizada no Tribunal em março de 2015, a falta de atualização do portal de transparência da Câmara lançava suspeitas sobre irregularidades diversas na administração. Em contrapartida, Sebastião Joaquim Silveira, ex-presidente do biênio 2013/2014, disse ter enfrentado limitações financeiras e técnicas para efetivar a disponibilização das informações solicitadas. Entretanto, ele alegou que tomou providências para regularizar a situação, tal como utilização de novo software, além de treinamento de pessoal para o exercício da função. Afirmou ainda que os avanços ocorridos no final de seu mandato, como a adequação e a atualização progressiva no site, possibilitaram que o portal da transparência fosse finalmente atualizado. Já o ex-presidente da Câmara do biênio 2015/2016, Giulliano Souza Rodrigues, disse que ao assumir o cargo, determinou que fossem adotadas as providências para regularizar a situação denunciada, e promoveu a atualização do portal, com todas as informações previstas na lei, conforme foi verificado pela equipe técnica do Tribunal de Contas.

Fonte: Diretoria de Comunicação do TCEMG

terça-feira, 14 de março de 2017

Aloisio Nunes de Faria

Inocêncio Nóbrega: São Francisco, lenda e realidade


Inocêncio Nóbrega
Jornalista
inocnf@gmail.com

Com 2.900 km de extensão, terceiro maior do mundo, o Rio São Francisco deita-se, literalmente, em berço esplêndido do solo brasileiro, conforme a letra do nosso hino maior. Portanto, rio da unidade nacional. Criado pela natureza para cumprir esse destino. Descoberto ao avesso pelos exploradores Gonçalo Coelho, de passagem pela Barra de São Miguel, Alagoas, que a 04/10/1501 se depararam com a foz de um grande curso d’água. Por ser dia dedicado a São Francisco de Assis, na liturgia católica, o denominou de São Francisco. Para quem seguir o sentido inverso de suas águas logicamente alcançará a Serra da Canastra, de onde elas fluem de uma profunda fenda, escorrendo pela primeira grande Cachoeira Casca d’Anta, a 186m de altitude, cuja idade geológica do monte rochoso ninguém sabe.






A notícia de seu descobrimento fez surgir lendas as mais diversas. Contava-se que suas nascentes, no município centro-oeste mineiro de S. Roque de Minas, tratava-se de uma região fantástica de palácios, onde se mirava a esperança. Viam-se, inclusive, índios passando com cestos de ouro. Ilusões que ao longo dos séculos parecem se converter em realidade.

Tal tesouro imaginário despertou ideia para enfrentamento das secas do nordeste semiárido. José Raimundo do Paço de Porbém Barbosa, Ouvidor da Comarca do Crato-CE, em 1817 elaborou o primeiro projeto de transposição de suas águas. Seguiram-se outros: o de 1847, concebido por Marcos Antonio de Moura, previa um canal ligando Cabrobó-PE ao Jaguaribe-CE, aproveitado por D. Pedro II, que entre 1852/54, determinou estudos objetivando a viabilidade técnico-econômica; em 1886, é dado à luz o projeto do engenheiro cearense Tristão Franklin Alencar de Lima.

As discussões, sobre o tema, tomaram novo impulso no período republicano. Falou-se muito no governo de Afonso Pena, durante a gestação do antigo IFOCS (Inspetoria Federal de Obras Contra as Secas). O presidente Itamar Franco, cogitou algo nesse sentido. FHC, em visita à Fortaleza (1998), a quem foi entregue manifesto com 1 milhão de assinaturas, coordenado pelo deputado estadual cearense Wellington Landim, mentindo para o povo declarou que a obra é prioritária na sua gestão. O parlamentar paraibano Wilson Braga diz haver vasculhado vários ministérios, nada encontrando em tramitação.

Em comício de campanha política, numa cidade goiana, JK prometeu construir Brasília. Assim como ele o presidente Lula, ao visitar a Paraíba, em fins de 2003, anunciou que desta vez as obras da transposição sairiam do papel, tornando em efetivas as lendas de ontem, o líquido ouro que buscávamos. Com determinação, enfrentando vozes opostas, a exemplo de ACM, da Bahia, com a presidenta Dilma, tanto quanto Juscelino na inauguração de Brasília, farão em Monteiro, no dia 19 próximo, sob as bênçãos de São José.

quinta-feira, 2 de março de 2017

Aloisio Nunes de Faria

Companhia Cultural EMCANTAR celebra 20 anos

Novo posicionamento institucional, novo CD e muitos sonhos inauguram nova década do empreendimento cultural mais encantador de Minas Gerais nascido em Araguari   

Integrantes do Grupo EMCANTAR com o fundador e diretor da Cia. Cultural,
Marco Aurélio Querubim, à frente.
Foto: Douglas Luzz




Por CICLO ASCOM - Há 20 anos, quando poucos ainda no Brasil se aventuravam a falar em responsabilidade social, cultural e ambiental, surgia em Araguari um empreendimento despretensioso cujo único propósito era cantar e encantar pessoas.

O tempo passou, quase mil espetáculos foram realizados para mais de 300 mil espectadores, cerca de 18 mil produtos distribuídos, prêmios recebidos e mais de 20 mil pessoas envolvidas em projetos de arte-educação. E o propósito? De fazer arte e encantar pessoas não mudou: seguiu firme, tão firme que precisou de um novo posicionamento.

“Como não nos reunimos para montar um negócio, com o passar dos anos, aprendemos a empreender nosso sonho coletivo e transformá-lo em um bom negócio, no melhor sentido da palavra, para nós e o mundo. Como fomos desbravadores em um setor árido da economia nacional em nossa região, chegou aquele momento natural da vida em que o grupo sentiu que precisava crescer, não necessariamente em tamanho, mas em clareza de propósito e estruturação de maneiras mais eficientes para se percorrer o caminho”, conta o fundador e diretor do EMCANTAR, Marco Aurélio Querubim.

Para ele, o EMCANTAR é evidência de como a cultura pode ser elemento estratégico viável e poderoso para a transformação social, econômica e política com a qual muitos brasileiros sonham.

“Historicamente, o Estado e a sociedade brasileira ignoram o poder transformador da Cultura. Entre tantas outras iniciativas de criatividade, perseverança e resistência espalhadas pelo nosso País, o EMCANTAR é uma prova viva de que a Cultura, além de gerar identidade, sentido de pertencimento e desenvolvimento humano, gera empregos, movimenta a economia, produz beleza e felicidade, artigos raros numa sociedade cada vez mais individualista e materialista”, pontua.

De olho em 2020

O processo de planejamento estruturado que resultou no novo posicionamento institucional do EMCANTAR teve início em 2013. Daí, resultaram projetos estratégicos e mais desafios e metas para várias dimensões do empreendimento até o ano de 2020. “Foram quatro anos de um trabalho intenso de alinhamento geral para tornar claro que há um empreendimento denominado EMCANTAR Cia. Cultural, cuja atuação se divide em duas frentes: o Grupo EMCANTAR com uma carreira artística pautada por encantar pessoas por meio de seus CDs, DVDs e circulação de espetáculos que mesclam música, teatro, tradição e inovação; e o EMCANTAR Social, que proporciona o desenvolvimento de crianças e adolescentes por meio de projetos regulares de arte-educação”, explica Querubim.

Só para 2017, o EMCANTAR Social já disponibilizou gratuitamente para a sociedade centenas de vagas em projetos de arte-educação em Uberlândia e Araguari. Já o Grupo EMCANTAR prepara para breve o lançamento do seu primeiro álbum instrumental para crianças, o "Dum Dum", também como parte das comemorações de 20 anos. E não para por aí! Entre as metas em desenvolvimento, estão: a construção da sede da Companhia, a expansão em nível nacional, internacional e virtual do Grupo EMCANTAR, bem como a ampliação do público beneficiado com projetos socioeducativos do EMCANTAR Social em Araguari.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Aloisio Nunes de Faria

Núcleo de Recursos Humanos da ACIA Araguari participa do Congresso Brasileiro de Liderança e Gestão de Pessoas

Representantes de empresas pertencentes ao Núcleo de Recursos Humanos (RH) do Programa Empreender da Associação Comercial e Industrial de Araguari (ACIA) participaram do 5º Congresso Brasileiro de Liderança e Gestão de Pessoas, realizado no último sábado (18/02), na cidade de Campinas-SP, no espaço Expo Dom Pedro.

Empresas e instituições participantes do 5º Congresso
 Brasileiro de Liderança e Gestão de Pessoas:
Arroz Vasconcelos, Ela - Eletro Araguari, CDL,
Flora Brasil, IMEPAC, Laboratório São José,
La Santé, Geza, Sesi/Senai, Tomates
Trebeschi e Selecta.
Fotos: Divulgação
O evento é considerado um dos mais importantes encontros de líderes de um novo Brasil, que na edição deste ano contou com a presença de expressivos palestrantes e especialistas de renome em liderança, tais como Augusto Cury, Roberto Shinyashiki, Leila Navarro, Alfredo Rocha, José Luiz Tejon e Artur Ximenes. 

A participação do Núcleo de RH em eventos dessa natureza busca o desenvolvimento de seus membros, com a finalidade de contribuir com as empresas participantes no aperfeiçoamento de suas potencialidades e capacidade de gerar resultados. 

O grupo teve sua formação em fevereiro de 2015. No total, são 23 empresas que se uniram através do associativismo, visando elevar a competitividade por meio da busca conjunta pela resolução de problemas comuns, bem como para promover a união e fortalecimento da classe empresarial de Araguari.

As reuniões do Núcleo acontecem na sede da ACIA ou nas empresas participantes, promovendo debates e discussões, bem como a troca de ideias e experiências sobre o contexto de seus empreendimentos, de suas necessidades e interesses comuns.

Para obter mais informações sobre os núcleos do Programa Empreender, os interessados poderão entrar em contato com a consultora Liliane Veloso de Almeida, na sede da ACIA Araguari ou, ainda, por meio do telefone 3241-6939.





quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Aloisio Nunes de Faria

Inocêncio Nóbrega: Um mineiro na revolução


Inocêncio Nóbrega
Jornalista
inocnf@gmail.com

Marquês de Marialva estava a caminho da Áustria, na busca de uma noiva para D. Pedro, enquanto a Coroa intensificava sua pressão política e espoliação econômica sobre o Brasil. Ao mesmo tempo a população brasileira começava a impacientar-se, principalmente a de Pernambuco, governado pelo capitão-general Caetano de Miranda Montenegro. No mês de março eclodiu em Olinda-Recife o movimento armado, que a história o consagrou como REVOLUÇÃO DE 1817, ao ser lançado, no dia 6, Manifesto, explicando os motivos da rebeldia. Evidentemente teve caráter efêmero, cerca de dois meses, o bastante para sinalizar, mais uma vez, a insatisfação do nosso povo e a consagração dos ideais republicanos.






Rapidamente se espalhou pelas demais capitanias da região. No Ceará, a Vila do Crato ergue-se em República.  Padres, comerciantes, militares, participam da conjuração. Com igual velocidade é cruelmente sufocada pelas armadas do regime monarca. Muitos são presos e remetidos para as masmorras da Bahia, havendo seus bens sequestrados.  Perdoados, voltam três anos depois. Tribunal da Alçada sentencia à forca ou fuzilamento treze heróis.  Da Paraíba, a 21.08.1821, três deles sobem ao cadafalso, armado no Campo do Erário, Recife, e aí executados: Amaro Gomes Coutinho, José Peregrino Xavier de Carvalho, o Tiradentes da Paraíba, e Francisco José da Silveira.

A respeito deste último, em livro do historiador paraibano Irineu Pinto o encontramos como Tenente-coronel de Cavalaria, Adido ao Estado Maior do Exército e Ajudante de Ordens do Governo de M. Grosso. Uma vez transferido para a Paraíba aí exerceu o mesmo posto, passando a constituir um Triunvirato. Democrata convicto, torna-se intimorato revolucionário. A ele se refere como natural das alterosas, não trazendo maiores detalhes biográficos. Apesar do cognome “José”, podemos admiti-lo, analisando-se determinados parâmetros, como haver nascido na cidade de Formiga-MG, em 1779, 7º filho do Alferes Domingos Antonio da Silveira, português, e Ana Rosa de Faria. São dados do escritor e genealogista José F. Paula Sobrinho, no 8º vol., onde está a descendência de seus progenitores, não esclarecendo, contudo, a situação conjugal de José Antonio da Silveira. Ambos militares, possuindo a mesma têmpora do latente inconformismo.

Até o momento não temos notícias das comemorações dos 200 anos da também conhecida por Revolução Pernambucana. Institutos Históricos da Paraíba e órgãos de cultura, pelo menos do nordeste, devem  lembrar a efeméride e esses mártires pela nossa Independência, não se eximindo de divulgá-la para o restante do Brasil. Um ato de nacionalidade.
Aloisio Nunes de Faria

Aumenta a procura pelo serviço Celular Seguro da Polícia Militar

Desde que foi lançado, em agosto do ano passado, pela Polícia Militar, site mais que triplica o número de cidadãos cadastrados e supera 150 mil visualizações    

Pouco mais de seis meses após ser apresentado como estratégia da Polícia Militar de Minas Gerais, o programa Celular Seguro segue em ritmo de expansão. Prova disso é o salto de 11 mil pessoas cadastradas, na época do lançamento (24 de agosto de 2016), para mais de 36 mil usuários e quase 36.500 celulares incorporados nesses registros.






Idealizado pelo 48º Batalhão da Polícia Militar de Ibirité, o projeto abre um novo raio de busca para casos de furto e roubo de telefones celulares. Para tanto, a ferramenta se baseia na tecnologia de rastreamento dos números de identificação de cada aparelho - IMEIs (International Mobile Equipment Identity) - cadastrados no site pelos próprios cidadãos.

O sistema do Celular Seguro incentiva as pessoas a, entre outros pontos, conhecer e efetivamente utilizar a forma de rastreamento que vem em cada telefone celular. A utilização do site, vale lembrar, não é restrita a quem teve o aparelho móvel furtado ou roubado. É, ao contrário, uma válida estratégia preventiva, já que, com os dados já inseridos na ferramenta, agilizam-se também as ações de localização em caso de posterior furto ou roubo.

​"Os acessos ao site para obtenção de informações ultrapassaram a marca de 150 mil visualizações, sendo que as consultas sobre aparelhos furtados/roubados chegaram a 13 mil", destaca o comandante do 48º Batalhão, tenente coronel Hércules Freitas.

Pelo interior

O alcance do Celular Seguro, com a ampliação dos procedimentos para diversas outras unidades da PMMG, segundo o comandante Hércules Freitas, chegou a 35 cidades mineiras, com perspectiva de continuar expandindo para todo o estado.

“Um dos passos importantes para o efetivo funcionamento do Celular Seguro é o procedimento operacional dos policiais militares que, a partir da implantação do sistema em sua unidade, passam a realizar as consultas dos IMEI de celulares em poder de pessoas suspeitas abordadas. Tal metodologia vem sendo treinada em cada novo Batalhão que inicia a utilização do sistema”, explica.

Segundo o tenente coronel, diversos municípios já receberam o treinamento básico do 48º BPM e estão utilizando o dispositivo. “A repercussão tem sido a melhor possível, a partir do momento que se apresenta uma nova ferramenta de prevenção criminal às pessoas. A facilidade de contato com a comunidade em municípios menores também tem sido explorada para aumentar o conhecimento do projeto”, aponta.

Foi justamente no interior que nasceu a ideia do Celular Seguro, mais especificamente em Ibirité e demais cidades atendidas pelo 48º batalhão (Sarzedo, Mário Campos e Brumadinho). Desde agosto de 2016, inclusive, considerada a área de abrangência dessas cidades, foram recuperados 13 telefones celulares e registradas sete ocorrências em crimes de receptação e roubo.

Entre os atendidos pelo Celular Seguro está o morador de Sarzedo, o mecânico Wanderson Soares. Ele teve o celular furtado há aproximadamente dois anos e meio, enquanto buscava o irmão em uma festa. No meio de uma briga no local, pessoas se aproveitaram da confusão e levaram sua carteira e o telefone. “A carteira consegui recuperar na época, mas, infelizmente, o celular não”, conta Soares.

Quando ficou sabendo do projeto Celular Seguro, Wanderson contou com a própria Polícia Militar para fazer o seu cadastro. Depois disso, foi bastante rápida a localização. “Eu fiquei bastante feliz com o programa deles. Se fosse dar uma nota de 0 a 10, seria 10, foi um trabalho incrível. Após conhecer o Celular Seguro, recomendei para outras pessoas, divulguei no Facebook”, destaca o mecânico, que aguarda a liberação final da Polícia Civil para ter de volta o seu aparelho que foi localizado.

Cadastro

Para se cadastrar, toda e qualquer pessoa precisa informar apenas dados pessoais, e-mail, telefone principal e dados do aparelho celular, como marca, modelo e o código IMEI (Para descobrir o código e-mail de cada chip, digite *#06# em seu telefone móvel). Com estas informações, os usuários podem alertar o furto ou roubo de celulares, além de gerenciar seus dados quando necessário.

Todos os cidadãos cadastrados no Celular Seguro e que indicaram o roubo/furto no sistema, são comunicados em caso de localização dos aparelhos. Como o banco de dados é unificado, reforça o tenente coronel, “todas as informações são compartilhadas entre as Unidades que participam do Celular Seguro. Dessa maneira, a atuação ocorre de forma coordenada entre essas Unidades da PM”, afirma.

Cabe ressaltar que, conforme orientação da Polícia Militar de Minas Gerais, mesmo com o cadastro no sistema, o cidadão vítima de furto/roubo de celular ainda deve fazer o registro do Boletim de Ocorrência.

Em números

No próprio site Celular Seguro, a Polícia Militar informa que, no Brasil, três em cada dez pessoas possuem um smartphone. São 280,7 milhões de celulares no país, sendo mais de 26 milhões somente no território mineiro. Além disso, o Brasil é o segundo país com o maior número de dispositivos roubados por ano.

Segundo dados da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), Minas Gerais registrou, em 2016, de janeiro a novembro, 59.849 roubos e 46.650 furtos de telefone celular.

Além das ferramentas tecnológicas, algumas medidas de proteção devem ser consideradas pelas pessoas, sobretudo para evitar problemas. A atenção deve ser redobrada ao usar os aparelhos, por exemplo, em locais e horários de pouco movimento de pessoas. Relembre, a seguir, algumas dicas de segurança da Polícia Militar para esses casos:

Fonte: Celular Seguro/Polícia Militar de Minas Gerais

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Aloisio Nunes de Faria

Programa de Revitalização e Modernização do Distrito Industrial de Araguari elege prioridades


Representantes das instituições que compõem a governança local do Programa de Revitalização e Modernização dos Distritos Industriais de Minas Gerais reuniram-se nessa sexta-feira (10), na sede da Associação Comercial e Industrial de Araguari (ACIA). O encontro foi coordenado pela engenheira de produção Natália Moreira de Paoli, gerente de Distritos Industriais da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (CODEMIG), e teve como objetivo debater e definir prioridades para o plano de ações do programa para o Distrito Industrial (DI) do município.





Entre as proposições apresentadas e aprovadas na reunião destaca-se a inclusão nas ações iniciais do programa de revitalização, fazer gestão junto à CEMIG para priorizar a definição de um plano de atendimento que venha suprir as reais necessidades das empresas do DI. De acordo com os empresários, constantes quedas no fornecimento de energia, entre outros problemas no abastecimento, têm prejudicado o desempenho da produção industrial, trazendo prejuízos às atividades das empresas.

Também foram consideradas para o planejamento das ações, questões relativas à telefonia, que é precária na região do DI, a recuperação de vias, o saneamento básico, a segurança, o transporte público e outros temas relacionados à infraestrutura e logística no setor.

Natália Moreira de Paoli, gerente de Distritos
Industriais da Codemig. 
Fotos: Divulgação/ACIA
De acordo com a representante da Codemig, Natália Paoli, estudo foi contratado e já se encontra em execução pela  Universidade Federal de Minas Gerais (UEMG), visando um novo projeto urbanístico para proporcionar melhor identificação das empresas e sinalização dos logradouros onde as mesmas encontram-se instaladas. O objetivo do estudo é criar uma identidade visual e marca para o Distrito Industrial.

Participaram do encontro, Juberson dos Santos Melo, secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, representando a prefeitura municipal;  Reimar Coelho Ferreira, presidente do Núcleo das Empresas do Distrito Industrial de Araguari, órgão de cooperação e desenvolvimento institucional da ACIA; Leonardo Daher de Melo, vice-presidente da ACIA; e Mauro Sérgio de Ávila Cunha, membro do Conselho da FIEMG, além de representantes de empresas instaladas no DI.

Para o empresário Leonardo Daher de Melo, vice-presidente da ACIA, a reunião cumpriu parte importante do programa de revitalização, atendendo anseio antigo dos empresários do Distrito Industrial por melhorias e solução dos inúmeros problemas que enfrentam há tempos. “A ACIA participa e acompanha de perto a concretização das medidas do programa de revitalização, com a certeza de que em pouco tempo o Distrito de Araguari ganhará uma nova imagem de progresso e desenvolvimento no cenário econômico do estado e do país”, ressaltou. 

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Aloisio Nunes de Faria

Telescópio russo de alta tecnologia começa a operar este mês em Minas Gerais


Da AGÊNCIA BRASIL
- O telescópio russo que está sendo montado no Observatório do Pico dos Dias, em Brazópolis (MG), começará a operar no fim deste mês. Segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTI), o processo de montagem, que começou em novembro do ano passado, está na reta final.

O telescópio será voltado para o monitoramento de lixo espacial e para diagnosticar possíveis colisões com a Terra. A sua instalação é resultado de um acordo assinado em abril do ano passado com a Agência Espacial Russa, que se comprometeu com um investimento estimado em R$10 milhões. Em contrapartida, o Brasil ofereceria estrutura para operação do equipamento, além de arcar com os custos de energia e internet, entre outros.

A parceria faz parte da segunda etapa de uma pesquisa desenvolvida pela Rússia, que já tem em seu território um telescópio voltado para o mapeamento de lixo espacial. Os russo buscavam um parceiro do Hemisfério Sul e encontraram condições favoráveis no Observatório do Pico dos Dias, que é gerenciado pelo Laboratório Nacional de Astrofísica, vinculado ao MCTI.

A posição geográfica é um dos fatores que contribuiu para a escolha do local. Os telescópios no Brasil e na Rússia estarão em uma posição que possibilitará a captura de imagens complementares. Além disso, a região tem um céu que favorece a observação.

O Observatório do Pico dos Dias está situado a cerca de 1,8 mil metros de altitude. Ele já tem mais quatro telescópios. O equipamento russo será o mais avançado em funcionamento no Brasil. Com 75 cm de abertura, ele terá campo de visão mais abrangente e será capaz de mapear área maior que qualquer outro instalado em solo nacional.

Benefícios

Um dos benefícios da parceria para o Brasil é permitir que ele possa se preparar melhor para o lançamento de satélites, uma vez que terá dados mais detalhados dos percursos do lixo espacial. Há inúmeras peças grandes viajando na órbita da Terra e suas trajetórias precisam ser observadas para prevenir um impacto que pode ser destruidor. Atualmente, para colocar em órbita um novo equipamento, o Brasil precisa seguir recomendações da Nasa, a agência espacial norte-americana. No entanto, a agência não fornece informações detalhadas. Com o novo telescópio, haverá mais elementos para escolher a melhor órbita.

As imagens geradas pelo equipamento também vão contribuir com a pesquisa brasileira, favorecendo estudos sobre asteroides, cometas e estrelas. Todos os dados e fotos ficarão disponíveis para a comunidade científica. Os interessados precisarão fazer uma requisição ao Laboratório Nacional de Astrofísica.
Aloisio Nunes de Faria

Ana Maria Campana: As peneiras da vida

Ana Maria Campana (*)
Quantas vezes nos deparamos com situações alarmantes daquelas que nos ensejam a tomar providências urgentes.

O ímpeto nos leva a atitudes que, depois de repensadas, nos fazem até mesmo sentir arrependimento.

Li certa vez, que um homem se aproximou do filósofo ateniense Sócrates dizendo que precisava contar-lhe algo.

O filósofo então perguntou se o assunto passaria pelas três peneiras, isto é: pela verdade, pela bondade e pela necessidade.





Também me vejo assim diante de alguns fatos.

A mídia se encarrega de propagar todo tipo de assunto e muitos de nós, especialmente com as redes sociais, tratamos de disseminá-los. Isso é certo?

Tenho dúvidas. Nem tudo que lemos/ouvimos é verdade. Grande parte ao invés de conclamar a bondade em cada ser humano faz exatamente o contrário: incita a violência e a discórdia. E, por fim, penso eu: existe mesmo necessidade de tantas informações?

Certamente muitos dirão que sim, pois isso é democracia, mas lá no íntimo, pergunte a você mesmo: essas atitudes estão colaborando ou apenas movimentando o seu dia?

Cada qual tem seus problemas a resolver – que ultimamente não são poucos – mas mesmo assim muitos se dedicam a olhar o quintal do vizinho.

A sugestão para esse ano de 2017 é cada um pensar mais em si, em seu mundo particular e quando o assunto for relevante e passar pelas três peneiras, aí sim, deverá vir a público.

De nada adianta pregar uma coisa e fazer outra. Máscaras precisam e devem cair.

Pense nisso.
(*) Ana Maria Campana é jornalista. 
Artigo publicado originalmente no Jornal Amorim, edição Janeiro/Fevereiro de 2017

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Aloisio Nunes de Faria

Cobertura da rede de celular 3G em Araguari é ampliada

Base da antena instalada no Bairro Jardim das Hortências. Foto: Divulgação

Três novas antenas para fornecer o serviço de telefonia móvel com tecnologia 3G passaram a funcionar em Araguari, em janeiro deste ano.






Com a ampliação da cobertura, os usuários terão uma melhor experiência para navegar na internet pelo celular e também para realizar chamadas de voz.

As novas estruturas foram implementadas pela Algar Telecom e estão instaladas nos bairros Jardim Panorama, Jardim Interlagos e Jardim das Hortênsias, sendo que essa última se encontra na zona rural da cidade.

Segundo a empresa, no ano passado, outras três estruturas também foram implementadas.