Em Foco

Postagens recentes

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Aloisio Nunes de Faria

‘Praias’ mineiras encantam moradores e turistas

Piscinas naturais cercadas de areias se transformam em ‘orlas’ com direito quiosques e esportes. Confira as dicas de destinos belíssimos para o final das férias                                      
Cachoeira do Crioulo. Foto: Jussara Salomão

Por AGÊNCIA MINAS
- Praia em Minas Gerais. Impossível? Com um pouquinho de imaginação, à beira de rios, lagoas e cachoeiras se transformam em refrescantes piscinas naturais. Quem experimenta, aprova. E dá até apelido carinhoso: ‘praias’ de água doce, prainhas...Estes destinos têm sido opção para aqueles que não viajaram para o litoral ou gostam de provar novas aventuras. O portal Agência Minas Gerais selecionou roteiros belíssimos e acessíveis como sugestão para a última semana de férias.





A cidade de Pirapora, localizada no território Norte do estado, possui algumas das mais belas praias. Banhada pelo Rio São Francisco, a cidade abriga ao longo de 2 quilômetros diversas áreas com bancos de areia a beira do rio, onde os visitantes se refrescam no calor intenso da região.

O ponto mais visitado é o Balneário das Duchas que fica no centro da cidade. No local, os banhistas podem se refrescar nas límpidas e correntes quedas d’água ou relaxar na areia fina, branca e abundante e ao mesmo tempo admirar a bela vista da Ponte Marechal Hermes, outro importante atrativo da cidade, sobre as águas do Velho Chico.

A praia conta com três quiosques fixos, dois bares e um sanitário, além de várias palhoças que servem o tradicional peixe frito e a cerveja gelada. Nas areias, existem vários campos de futebol, vôlei e peteca. A área de possibilidade de banhos é delimitada pelo Corpo de Bombeiros, que presta assistência no local.

Cachoeira do Crioulo. Foto: Jussara Salomão
Já a Praia do Areão, que fica um pouco depois do balneário, é sazonal: se forma após o período das enchentes, onde são montadas barracas de alimentos, bebidas e de esportes para atendimento ao público.
Entre os esportes disponíveis estão o futevôlei, vôlei de praia, peteca, futebol de Areia, canoagem, rafting e passeios de Jet Ski. É basicamente o paraíso para quem gosta de praticar o ecoturismo.

Segundo o funcionário do Centro de Atendimento ao Turista (CAT) de Pirapora e guia turístico, Adélio Brasil, é possível e é verdade. “Além de poder admirar as paisagens únicas do estado, a sensação é quase a mesma de estar na praia, mas com aquela receptividade e aconchego de Minas”, diz.

Alberto Trincanato, morador de longa data da cidade e dono de pousada, complementa que as ‘praias’ de Pirapora são referências no turismo do Norte de Minas. “ Além da praia, aqui tem tranquilidade, diversidade de atrativos naturais e comida típica, muitas vezes baseada na pesca”, comenta.

Praia do Lapeiro. Foto: Sérgio Mourão
Ainda segundo Alberto, o turismo é o segmento que mais movimenta a economia da cidade. “O turismo é muito importante para nós. Aqui você pode conversar com pescadores locais e negociar um passeio de barco pelo Rio São Francisco, onde poderá desfrutar de um relaxante banho nas praias mais distantes do rio e até mesmo praticar a pesca esportiva. Os visitantes ficam satisfeitos e a cidade inteira agradece”, comenta.
Já em São Gonçalo do Rio Preto, localizado no território Alto Jequitinhonha, o Parque Estadual do Rio Preto abriga a ‘prainha’ da Cachoeira do Crioulo. Após uma bela queda, as águas do Rio Preto correm através de bancos de areias brancas, o que também faz do local uma típica praia mineira.

Rio São Francisco, em Pirapora. Foto: Gutemberg
O contraste da areia clara com as águas escuras do rio caindo entre as pedras acinzentadas da cachoeira, formam um cenário no mínimo exótico e relaxante. Para completar ainda mais o cenário e o banho relaxante, os peixes nadam bem próximos a borda encantando os visitantes.

Para chegar ao local é necessário percorrer uma trilha de 6 quilômetros, com um grau de dificuldade moderado e acompanhamento de um guia do parque. O tempo aproximado na trilha é de 2 horas e 30 minutos. No percurso é possível avistar as serras da região e parar nos dois mirantes para registrar o momento único.

Para Jussara Salomão, que visitou recentemente a Cachoeira do Crioulo, não há como explicar a sensação de estar no local. “Eu não sem nem explicar a sensação de chegar e ver a cachoeira e sua prainha. É indescritível. A cachoeira é uma das mais bonitas que eu já vi na vida. Apesar da trilha exigir um pouco da gente, eu recomendo a visita. Quando fui haviam crianças lá. Todos conseguem chegar”, relembra.

O parque possui uma das mais completas infraestruturas em unidades de conservação do estado que inclui portaria, estacionamento e restaurante. Os doze alojamentos podem abrigar até 52 pessoas e a área de camping comporta até 25 barracas próximas aos quiosques, churrasqueiras, lavatório de vasilhames, vestiários e fonte de água potável.

Contudo, os alojamentos e a área de camping devem ser reservados com antecedência junto à administração do parque. O horário de visitação é de 7h às 17h, de terça a domingo. O valor da entrada é de R$ 7,00 por pessoa. Não é cobrada a taxa para crianças menores de 10 anos.

Também em São Gonçalo do Rio Preto, a Praia do Lapeiro é um sucesso. Localizada a 1 quilômetro do centro da cidade e banhada também pelo Rio Preto, a prainha atrai diversos muitas famílias. Em uma área mais rasa do rio, é possível que crianças brinquem sem muito perigo e aproveitem ao máximo o dia de passeio sob a supervisão dos responsáveis.

No local, há ainda quadras para a prática de esportes como peteca, futevôlei ou vôlei de areia, bares e restaurantes com comidas feitas no fogão à lenha, para receber melhor os visitantes.

No território Sudoeste do estado também é possível encontrar essas águas relaxantes. Fundada em 1988, a Praia Artificial Municipal Domingos Gonçalves Machado é um dos principais atrativos de Capitólio e está localizada no centro da cidade.

Banhada pelo Rio Piumhi, a praia é considerada um refúgio para os que querem descansar a mente e o corpo. Com uma boa infraestrutura, a praia conta com banheiros públicos, quadras poliesportivas e um calçadão para deliciosas caminhadas ao entardecer, emoldurado pelas lindas montanhas da região. Há bares com piscinas naturais e quem gosta de passear nas águas pode escolher entre barco, canoa e Jet Ski.

O secretário de Estado de Turismo (Setur), Ricardo Faria, ressalta a importância desses atrativos no Estado. “Guimarães Rosa já dizia que Minas são muitas, e realmente é isso que temos aqui. Minas Gerais tem uma grande diversidade de produtos turísticos e temos ‘mar’ sim, vejam que essas prainhas são uma ótima opção de lazer para quem reside nas regiões e para atração de turistas. A Setur tem projetos para execução esse ano de promover ainda mais esses tipos de atrativos, principalmente os parques estaduais que são ótimas oportunidades de vivenciar o ecoturismo”.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Aloisio Nunes de Faria

Abono salarial do PIS começa a ser pago hoje

O abono salarial do Programa de Integração Social (PIS) ano-base 2015 começa a ser pago hoje (19) pelo Ministério do Trabalho. Trabalhadores nascidos em janeiro e fevereiro têm direito de receber o benefício nas agências bancárias. Se o trabalhador tem o cartão cidadão com senha, poderá sacar em um terminal de autoatendimento da Caixa Econômica Federal ou em casas lotéricas.






O benefício fica disponível para saque até o dia 30 de junho de 2017. A recomendação é que os trabalhadores não deixem para a última hora, segundo o chefe de divisão do Seguro-Desemprego e Abono Salarial do Ministério do Trabalho, Márcio Ubiratan. “É importante que os beneficiários fiquem atentos ao mês de nascimento, e se dirijam às agências de acordo com o calendário divulgado. Essa programação evita tumultos,” disse.

A partir deste ano o abono é proporcional aos meses trabalhados durante o ano-base, explica Ubiratan. “Quem trabalhou durante todo o ano de 2015 terá direito a um salário mínimo (R$ 937,00). Quem trabalhou apenas um mês receberá o equivalente a 1/12 do salário mínimo, e assim sucessivamente. A fração igual ou superior a 15 dias de trabalho será contada como mês integral”, explicou.

Para ter direito ao Abono Salarial é preciso ter trabalhado com carteira assinada pelo menos 30 dias no ano-base com remuneração média de até dois salários mínimos. Além disso, o trabalhador deve estar inscrito no PIS/PASEP há pelo menos cinco anos e a empresa onde trabalha deve informar seus dados na Relação Anual de Informação Social (RAIS).

Para os nascidos em março e abril, o pagamento fica disponível no dia 16 de fevereiro. Os trabalhadores que nasceram em maio e junho, podem sacar o benefício a partir de 16 de março. Para os demais trabalhadores o valor foi disponibilizado e pode ser sacado até 30 de junho.
Aloisio Nunes de Faria

Empresa anuncia para abril o início da construção de shopping em Araguari

O presidente da ACIA, Carlos Antônio Vieira, participou de reunião que tratou sobre a instalação do shopping da empresa MapMall em Araguari. O encontro aconteceu nessa quarta-feira (18), no Palácio dos Ferroviários, com a presença do prefeito Marcos Coelho de Carvalho, de secretários municipais de governo, vereadores, lideranças empresariais e representantes da imprensa da cidade.






De acordo com o empresário Márcio Malamud, diretor da MapMall, o projeto de construção do shopping terá investimento em torno de 60 milhões de reais, sendo que o início das obras está previsto para mês de abril do ano curso. Segundo ele, a construção estará pronta em aproximadamente doze meses, com inauguração prevista para junho de 2018.

Na opinião do presidente da ACIA,  Araguari está pronta para esse investimento e a instalação do empreendimento trará excelentes benefícios à economia do município. “O shopping, além de proporcionar a vinda de novas empresas para a cidade, possibilitará aos lojistas ampliar pontos de revenda, proporcionando assim a geração de novas vagas de emprego”, disse Carlos Antônio Vieira.

Conforme o projeto, a construção se dará à Avenida Cel. Theodolino, em terreno com área de 22.000m2, ao lado do Supermercado Bretas. Serão 80 lojas dentro do empreendimento, que poderão ter o número variado após as adequações necessárias. A possibilidade é que seja 60% de lojas nacionais e 40%, regionais.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Aloisio Nunes de Faria

Jornalista Ivan Santos: das páginas do Correio de Uberlândia para a blogosfera

Editor de política e opinião por mais de 20 anos do Correio de Uberlândia, jornal que circulou pela última vez em 31 de dezembro de 2016, o jornalista Ivan Santos tem novo projeto na comunicação social. Agora, ele passa a ser mais um integrante da blogosfera brasileira, com o lançamento da página batizada de Uberlândia Hoje.






Nos primeiros textos divulgados originalmente no blog, Santos se propõe a analisar temas relacionados a sua expertise de cobertura: o ambiente político. No conteúdo veiculado na sexta-feira, 13, ele pontua que “Política é desafio desde à Grécia Antiga“. A página chega organizada em três seções: ‘Diário de Ivan Santos’, ‘Ponto de Vista’ e ‘Últimas Notícias’.

Fonte: Portal Comunique-Se

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Aloisio Nunes de Faria

Governo mineiro adota vacinação domiciliar contra febre amarela

Da AGÊNCIA BRASIL - Agentes de saúde estão imunizando, de casa em casa, as populações dos municípios mineiros com casos suspeitos de febre amarela. Segundo a Secretaria de Saúde de Minas Gerais, a vacinação é iniciada primeiramente no domicílio dos casos suspeitos, em seguida nos vizinhos, e assim va se expandindo até atingir todo o município. Esse tipo de medida é usado em casos de surto da doença.






Essa ação será adotada em todos os municípios que registraram casos suspeitos: Ladainha, Malacacheta, Frei Gaspar, Caratinga, Piedade de Caratinga, Imbé de Minas, Entre Folhas, Ubaporanga, Ipanema e Inhapim. Cidades vizinhas também podem entrar na lista.

O público-alvo da vacina é toda a população acima de 6 meses de idade. Para além da ação domiciliar, a orientação é que todos que moram no estado procurem os postos de saúde para receber a vacina.

Normalmente, o imunizante contra a febre amarela é administrado em duas doses: uma aos 9 meses de idade e um reforço aos 4 anos, ou, para indivíduos de 2 a 59 anos, com intervalo de dez anos entre uma dose e outra. Porém, o Ministério da Saúde e o estado de Minas estão adotando medidas de situações de surto, ou seja, toda a população do estado que nunca foi imunizada e que tenha mais de 6 meses de idade receberá duas doses da vacina, com intervalo de 30 dias entre elas.

Reforço de vacinas

O Ministério da Saúde enviou um reforço de 285 mil doses da vacina contra a febre amarela, para reforçar o estoque de 280 mil que o estado tinha. Quem for viajar para Minas também deve ser imunizado.

Nessa segunda-feira (9), o ministério recebeu, da Secretaria de Saúde mineira, a informação de que dez municípios do estado registraram 23 casos de febre amarela, sendo 16 prováveis e sete em investigação. Dentre eles, 14 mortes. A pasta enviou duas equipes do Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do Sistema Único de Saúde para ajudar nas investigações e ações de controle da doença.

O Ministério da Saúde recomenda às pessoas que residem ou viajam para regiões silvestres, rurais ou de mata, consideradas áreas com recomendação da vacina contra febre amarela, que se vacinem contra a doença. Os meses de dezembro a maio registram, tradicionalmente, o maior número de casos de transmissão em grande parte do Brasil. A vacina contra a febre amarela é ofertada na rede pública de saúde de todos os estados. Na semana passada, depois da morte de um homem pela doença, em Ribeirão Preto (SP),  o Ministério da Saúde reforçou a recomendação para para vacinação.

A doença

Os sintomas iniciais causados pelo vírus da febre amarela são calafrios, dor de cabeça, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. Em casos graves, a pessoa pode desenvolver febre alta, icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos), hemorragia e, eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos. O índice de mortalidade, em estágio grave, alcança de 20% a 50% dos doentes.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Aloisio Nunes de Faria

Folias de Reis do Estado é reconhecida como Patrimônio Imaterial de Minas Gerais

Nesta sexta-feira (6/1), data que marca a comemoração do Dia de Reis, o Conselho Estadual de Patrimônio de Minas Gerais (Conep) reconheceu as Folias de Minas como Patrimônio Imaterial do Estado.

Integrantes de diversos grupos foram recebidos pelo governador Fernando Pimentel, na cerimônia em
homenagem à tradição mineira.
Foto: Veronica Manevy/Imprensa MG





Durante a solenidade realizada no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, com a presença do governador Fernando Pimentel, o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha) apresentou o resultado de uma extensa pesquisa que revelou mais de 50 tipos de devoção e uma grande diversidade de folias no estado. Após o encontro com o governador, cerca de 200 integrantes das Folias de Minas se reuniram no Museu Mineiro e saíram em cortejo pelos espaços do Circuito Liberdade.

“É um momento importante para nós. Não por coincidência hoje é Dia de Reis, dia 6 de janeiro, e esse é um dos ativos culturais mais importantes de Minas Gerais. A Folia de Reis tem mais de 300 anos que a gente comemora, festeja e que a gente participa. É uma tradição muito cara a todos os mineiros e mineiras. Por isso é com muita alegria que recebo vocês aqui hoje para prestar uma homenagem do povo de Minas Gerais, representado aqui pelo Governo, a todos os grupos de Folia de Reis”, disse o governador Fernando Pimentel.

Ainda na cerimônia, o Governo do Estado também homenageou o professor Affonso Furtado Silva e o presidente da Comissão Mineira de Folclore, José Moreira de Souza, ambos pesquisadores da cultura popular e que contribuíram para a documentação sobre os grupos de Folias de Reis, o que culminou no reconhecimento dessas manifestações como patrimônio imaterial de Minas Gerais.

Três séculos de Folias de Minas

As folias possuem mais de três séculos de prática e forte representatividade na religiosidade e cultura mineiras. Em geral, são organizadas por um grupo de devotos, saindo na chamada “jornada” ou “giro”, que passa pelas casas da comunidade, cantando e festejando para o santo de devoção do grupo. 

Estas manifestações culturais acontecem em todo o território mineiro e se revelam de diferentes formas e com várias nomeações. Chamadas também de “terno”, “charola” e “companhia”, os grupos se organizam para homenagear diversos santos, e não apenas os Reis Magos, como acontece nas Folias de Reis no dia 6 de janeiro.

Fonte: Agência Minas
Aloisio Nunes de Faria

Safra mineira de café alcança volume recorde em 2016 com 30,7 milhões de sacas


Em Minas Gerais a área total de café em produção ultrapassou um milhão de hectares, com aumento de 4,2. Os números correspondem a quase 60% da produção nacional.

Lavoura da Fazenda Paraíso, no município de Araguari.
Foto: www.coffeeboxclub.com.br





Por AGÊNCIA MINAS
- A safra mineira de café em 2016 registrou volume recorde de 30,7 milhões de sacas. O aumento é de 37,8% em relação à safra anterior e corresponde a quase 60% da produção nacional que ficou em 51,3 milhões de sacas.

Os números fazem parte do quarto e último levantamento anual de safra da Conab, divulgado em dezembro (após o período de pós-colheita), confirmando as expectativas de safra recorde mineira que vinham sendo sinalizadas nos levantamentos anteriores.

Em Minas Gerais a área total de café em produção ultrapassou um milhão de hectares, com aumento de 4,2% em relação à safra anterior e a produtividade média ficou em 30,4 sacas por hectare, índice 32,2% acima do resultado obtido na safra 2015.

Na avaliação do analista especial de Cafeicultura da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Niwton Castro Moraes, a safra mineira atinge um volume expressivo após dois danos de baixa.

“A cultura do café é caracterizada pela bienalidade, que é a alternância entre safras altas e baixas. Nos dois anos anteriores (safras 2014 e 2015), esse ciclo foi rompido e tivemos dois anos de baixa produção devido à seca prolongada. O volume expressivo da produção no ano passado recupera o ciclo de bienalidade da cultura”, explica.

Ainda segundo o analista da Seapa, tanto a safra estadual quanto a nacional, mesmo sendo recordes, o volume não chega a interferir na cotação do produto, uma vez que os estoques mundiais se mantinham num nível muito baixo e ainda precisam de recomposição.

Mapeamento

O mapeamento do parque cafeeiro, demanda antiga dos produtores mineiros, já está sendo realizado pela Emater-MG e Epamig, órgãos vinculados à Seapa, com o apoio da Embrapa e da Conab.

“Com este estudo estamos fazendo o levantamento de todo o parque cafeeiro no estado por meio de georreferenciamento, aliado à validação de campo. O trabalho vai possibilitar determinar com precisão o tamanho da área produtora de café e isso vai contribuir para melhorar as estimativas anuais de safra”, explica o Niwton Moraes. A previsão é de que este estudo esteja concluído no primeiro semestre de 2018.

Café de Qualidade

A produção mineira de café não se destaca apenas no volume de produção. Com cafés plantados desde 300 até 1.600 metros de altitude, o estado possui uma infinidade de condições microclimáticas, produzindo cafés com uma diversidade de nuances de sabor e aroma. Essa particularidade torna Minas um fornecedor natural de verdadeiras raridades para o mundo dos cafés especiais.

O Programa Certifica Minas Café, coordenado pela Seapa, tem como objetivo principal assegurar a produção dentro de critérios de sustentabilidade econômica, social e ambiental, além de trabalhar melhorias na produtividade e na qualidade do grão. A iniciativa abrange o Concurso de Qualidade dos Cafés de Minas, o Circuito Mineiro do Café e o projeto de Mapeamento e Monitoramento do Parque Cafeeiro do estado. Atualmente, mais de 1,2 mil propriedades cafeeiras já foram certificadas pelo programa.
Aloisio Nunes de Faria

Inocêncio Nóbrega: Que país é esse!

Inocêncio Nóbrega
Jornalista
inocnf@gmail.com                 

Após fazer um giro por países da Europa, o santista brasileiro, José Bonifácio de Andrada e Silva, de volta a Portugal, onde este por 36 anos, é nomeado lente da Universidade de Coimbra. Posteriormente, por Decreto do Príncipe Regente, Intendente Geral das Minas do Reino. Nesse instante, havia recebido convite, do Príncipe Real da Dinamarca, a fim de ocupar semelhantes funções na Noruega. Essa, algumas das notícias que chegam ao Brasil, em 1801, a respeito do renomado cientista. Depois de muitas solicitações ele retorna ao nosso convívio, trazendo no seu currículo enorme cabedal de conhecimentos científicos, especialmente no ramo da mineralogia. Poliglota, manejava, com desenvoltura, seis línguas. Embora conservador nas ideias, iluminista que era, embora em terras lusas preocupava-se com os rumos que se queria imprimir à ainda colônia portuguesa nas Américas, em luta pela sua autonomia política. Não deixava de ser reformista, acreditando se criasse uma nação homogênea, respeitando-se a miscigenação, assimilando-se a cultura indígena, sem descurar-se de certo estágio da educação para todos. Em resumo, defendia que se buscasse a realidade brasileira, sem necessidade de importação de modelos políticos.





Assim, enxergando o Brasil uma massa bruta, com imensas potencialidades, colosso de material para um projeto nação, digno de si mesma, despede-se da metrópole em discurso que pronunciou na Academia Real de Ciências, perante seus colegas. Entre outros pontos disse ele: “É necessário apartar-me para longe e descontinuar as lições que de vós tenho recebido”. Refere-se, a seguir, à obrigação de Portugal para com “sua filha a emancipar-se, que precisa de luzes, conselhos e instruções”. E, concluindo: “Que país é esse, senhores, para uma nova civilização, o novo assento das ciências! Que terra para um grande e vasto Império!”.

A engenhosa expressão, cunhada pelo nosso Patriarca, entretanto, vem sendo deturbada por uma desinformada mídia, empregando-a pejorativamente. Sem ir ao fundo da história, o compositor Renato Russo (Renato Manfredini Junior), que se dizia admirador de Rousseau e Bertrand Russel, de Brasília onde residia lançou, em 1978, a canção “Que país é esse?”.  Na primeira estrofe alude ao desrespeito à Constituição, levando à tona a sujeira que envolve o Senado, tal como nas favelas, e à bagunça, por falta de ordem, por todo o Brasil.  A letra faz, também, críticas à americanização e enaltece o elemento indígena.  Não há subjetividade no conteúdo, porém tantas vezes repete o título, fugindo ao sentido original, concebido pelo velho Andrada.

Se pragmática a frase, emitida no primeiro momento, não deixa de ser realística no segundo, com o plágio da titularidade e distorção de seus versos. Espaço de dois séculos entre ambas, o suficiente para o esquecimento de otimismo que tomava conta de nosso estadista, àquela época, para com um novo povo que ele, pessoalmente, ajudou, politicamente, a se organizar. Sua utopia, tão bem exposta a uma plateia de cientistas, em Lisboa, pouco foi respeitada na evolução histórica do Brasil, Império ou República. Coligação dos três Poderes constituídos levou um terceiro paulista, através de golpe de estado, ao Palácio do Planalto, dessa forma traindo os princípios e sonhos bonifacistas, os quais apostavam no conjunto e manutenção de nossas riquezas, capacidade e amor filial dos filhos da nova Pátria, o bastante para torná-la pujante diante do mundo. A Revolução de 30 despachou um destes, Júlio Prestes. Prognóstico cada vez mais distante de acontecer.
Aloisio Nunes de Faria

Crônica do João Costa: Nós e o tempo

João Costa (*)                

Estamos vivendo mais um fim de ciclo, ou seja, o encerramento de um ano. Logo, começa aquela expectativa quanto ao que virá. Isso acontece sempre, todos os anos, nessa época com mais intensidade. Mas, na verdade, as pessoas têm mesmo é mania de viver entre o passado e o futuro, sempre presas ao passado e preocupadas quanto ao que virá. Isso é uma constante na vida das pessoas. E, com isso, estão sempre desconectadas quanto ao presente, que é o nosso tempo real.

Outra mania é a de reclamar sobre a falta de tempo. Sempre dizendo que o tempo está passando rápido demais, dificultando a realização dos afazeres triviais.






Essas pessoas que vivem reclamando, dizendo não terem tempo, normalmente são as que vivem adiando o que deveria ser feito no tempo presente de suas existências. Elas acreditam, baseadas na cegueira da ignorância, que o tempo lhes falta, quando, na verdade, elas o vivem desperdiçando enquanto reclamam.

O tempo transcorre de acordo com a forma como as pessoas o ocupam. Sabendo usá-lo, nunca falta.

Quando a pessoa vive intensamente o seu momento presente, totalmente desvinculada do passado e sem se preocupar com o futuro, seu dia a dia é harmonioso, feliz, repleto de acontecimentos maravilhosos, e tudo, enfim, dá certo e sai a contento.

Quando a pessoa se sente presa ao passado, desperdiça energia. A vinculação com o passado gera desperdício de tempo. O passado é algo que não existe mais, ficou para trás no percurso do tempo.

Não adianta olhar com tristeza para o passado. Não adianta lamentar pelas frustrações sofridas, pelas perdas. Não adianta os remorsos. O passado jamais voltará a ser presente. Não existe mais. Assim sendo, todos os males sofridos no passado também não existem mais.

Preocupar-se com o futuro também é perda de energia. O futuro representa o que ainda está para acontecer. É o que existirá em breve, mas ainda não se manifestou.

Temos que viver o presente, o agora. O presente é o único tempo que verdadeiramente existe. Todo e qualquer momento em nossa vida em que estivermos vivendo, conscientemente, vivenciando a atualidade manifestada, é o tempo presente. Não é possível viver no passado nem no futuro.

Mesmo que tivéssemos uma máquina do tempo e pudéssemos nos locomover tanto para o passado como para o futuro, estaríamos, naquele momento, vivendo um tempo presente em nossa consciência.

Hoje, agora, neste momento, é o tempo real. O presente é o tempo das realizações. O que tiver de ser feito, deve sê-lo agora.

Portanto, pare de desperdiçar energia se preocupando. Pense, aja, realize. Faça acontecer. Aqui e agora.

Temos em nossas mãos o presente. Vamos vivê-lo com sabedoria. Vamos fazer hoje o que precisa ser feito. Hoje é o tempo, o momento é já.

Desprendamo-nos do passado. Vivamos o presente. Quanto ao futuro, ele virá infalivelmente. Não nos preocupemos, portanto, com ele. O amanhã ainda não existe. E se não existe ainda, não pode nos assustar.

O nosso posicionamento quanto ao futuro deve ser de preparação. E isso só pode ser feito no presente. Preparação sem preocupação. Expectativas felizes e positivas. Perspectivas ousadas e criativas. O presente nos proporciona a oportunidade para isso. Quanto à preocupação, ela desestimula, cria o medo por causa da incerteza sobre o que virá.

Essa preparação para o futuro faz-se através dos sonhos, dos desejos, dos objetivos, dos planejamentos. Isso no presente, claro.

Do passado, trazemos experiências proporcionadas pelas vitórias e pelas derrotas, pela felicidade das conquistas e pelas frustrações e decepções. São os aprendizados. Somente isso. Nada mais do passado pode nos beneficiar em nossa caminhada. O futuro é o alvo, o objetivo. A conquista se dará no devido tempo, assim que chegarmos ao ponto desejado, que será o presente naquele momento.

A Lei universal nos ensina: Deixemos o passado no seu lugar, nas cinzas do tempo. Quanto ao futuro, deixemos na sombra da incerteza, guardando a surpresa da realização de nossos sonhos.

Passado e futuro não pertencem à realidade. O presente é a eternidade.

(*) João Costa é natural de Monerat, Distrito de Duas Barras - RJ. É jornalista e sempre militou na área de comunicação, começando em rádio, em Nova Friburgo. No Rio, trabalhou em diversas emissoras, tais como Rádio América da Guanabara, Manchete FM e Alvorada FM. Morou em Araguari, onde trabalhou na Rádio Alvorada FM e no Diário de Araguari. Reside em Saquarema - RJ, onde edita um jornal alternativo de circulação regional.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Aloisio Nunes de Faria

Escala de pagamento do IPVA começa na segunda-feira (9/1) com desconto para cota única

Proprietários de veículos que optaram por se antecipar ao vencimento já proporcionam ao Estado uma arrecadação de R$ 263 milhões. Destes, 90% quitaram o tributo à vista                 







Os contribuintes mineiros que optaram pelo pagamento antecipado do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) 2017 proporcionaram ao Estado de Minas Gerais uma arrecadação de R$ 263 milhões até essa terça-feira (3/1). Esse valor contempla 513.764 veículos. A quitação à vista, com desconto de 3%, representou R$ 237 milhões (90%). O restante, R$ 26 milhões (10%), refere-se a uma ou duas parcelas. A estimativa é de uma arrecadação total de R$ 4,6 bilhões com o tributo neste ano.

A escala de pagamento do IPVA 2017 começa na próxima segunda-feira, dia 9 - em cota única ou primeira parcela -, para os veículos de final de placa 1 e 2. Os demais finais de placas vencem nos dias 10 (3 e 4), 11 (5 e 6), 12 (7 e 8) e 13 (9 e 0) de janeiro. Quem preferir parcelar o imposto deverá pagar a segunda parcela em fevereiro e a terceira em março.

No dia 31 de março também vence a Taxa de Renovação do Licenciamento Anual de Veículo (TRLAV), cujo valor é R$ 92,66.

O superintendente de Arrecadação e Informações Fiscais da Secretaria de Estado de Fazenda (SEF), Leônidas Marcos Torres Marques, observa que, historicamente, muitos contribuintes optam por antecipar o pagamento do IPVA para aproveitar o desconto de 3% e também evitar preocupação com essa obrigação no período de férias e viagens.

Vantagem

O presidente do Conselho Regional de Economia de Minas Gerais (Corecon/MG), Paulo Bretas, orienta o contribuinte mineiro: “Pagar à vista aproveitando o desconto é sempre a melhor opção. Se você tem o dinheiro, mesmo que na poupança ou em alguma outra aplicação, vale quitar integralmente o IPVA porque nenhum banco dá mais que 3% de rendimento por mês, valor oferecido pelo Governo do Estado para a quitação total do imposto”, diz Bretas.

Segundo o especialista, aqueles que optarem pelo parcelamento em três parcelas devem estar atentos ao impacto desse valor no orçamento familiar até março. “Contrair empréstimo para pagar à vista ou parcelado é a pior solução, por causa dos juros altos”, alerta Bretas.

Expectativa

A expectativa da SEF/MG é que cerca de 30% do IPVA seja pago em cota única, gerando receita de aproximadamente R$ 1,4 bilhão. Outros R$ 500 milhões devem ser arrecadados com a primeira parcela, totalizando R$ 1,9 bilhão, no mês de janeiro.

O valor total do IPVA emitido para 2017 é de R$ 4.645.855.847,89, um incremento de R$ 240 milhões (5,46%), em relação a 2016. A frota também aumentou, no mesmo período, em 337 mil veículos (3,72%), totalizando 9,4 milhões.

Pagamento

O pagamento do IPVA 2017 pode ser feito diretamente nos terminais de autoatendimento ou guichês dos agentes arrecadadores autorizados, bastando informar o número do Renavam do veículo. Os agentes arrecadadores autorizados a receber os tributos são: Banco do Brasil, Mais BB, Banco Postal, Bradesco, Itaú-Unibanco, Mercantil do Brasil, Caixa Econômica Federal, Casas Lotéricas, Santander e Sicoob.

O contribuinte que preferir emitir a guia de arrecadação poderá retirá-la pelo site da SEF/MG ou pessoalmente nas Repartições Fazendárias ou Unidades de Atendimento Integrado (UAI).

Quem deixar de pagar o imposto nos prazos estabelecidos está sujeito a multa de 0,3% ao dia (até o 30º dia), e de 20% após o 30º dia. Os juros são calculados sobre o valor do imposto ou das parcelas, acrescido da multa, pela taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custodia (Selic).


Destinação

Do total apurado com o IPVA, 20% são repassados ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais de Educação (Fundeb); 40% ao caixa único do Estado e 40% para o município de licenciamento do veículo.

Alerta

O superintendente de Arrecadação e Informações Fiscais, Leônidas Marcos Torres Marques, alerta aos cidadãos que a Secretaria de Fazenda não envia para os contribuintes nenhum tipo de boleto do IPVA por Correios, e-mail, SMS ou redes sociais, como whatsapp. “Se alguém receber esse tipo de cobrança deve ignorar, pois, caso pague, não estará pagando à Secretaria de Fazenda”, afirma.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Aloisio Nunes de Faria

Proerd de Minas Gerais é referência em prevenção ao uso de drogas entre jovens

Estado foi um dos três autorizados a continuar como Centro de Treinamento Proerd, que já atendeu mais de três milhões de crianças, adolescentes e pais                             

Minas Gerais tem mais de 600 policiais militares instrutores do programa. Foto: Divulgação




Por AGÊNCIA MINAS - Em João Pinheiro, no Território Noroeste, a criminalidade entre jovens caiu quase 70% entre os anos de 2009 a 2015. Para o Comissário da Infância e da Juventude do município, Joaquim Osmar, a redução se deve à adoção do Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd), da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), nas escolas da cidade. Instituído no Brasil em 1992, o programa chegou a Minas Gerais cinco anos depois e mais de três milhões de crianças, adolescentes e pais já foram atendidos e capacitados.

Criado em 1983 em Los Angeles, o Drug Abuse Resistance Education (D.A.R.E.) foi batizado de Proerd no Brasil. “Todos os policiais que se tornam instrutores do programa precisam passar por treinamento específico, e o Estado, por sua vez, precisa ter uma chancela da ONG Dare America, que é proprietária da marca, para utilizar e multiplicar a metodologia”, explica a coordenadora estadual do Proerd, Major Ana Paula de Lima Neves.

Em 2016, somente Minas Gerais, Santa Catarina e Rio de Janeiro - de um total de sete estados que têm Centros de Treinamento Internacionais D.A.R.E/Proerd -, receberam a chancela para continuar o trabalho.

“O programa passou por algumas mudanças metodológicas no treinamento do policial militar, e, para isso, foi preciso passar por um novo treinamento, dentro dos novos parâmetros. É uma honra que tenhamos conseguido a nova chancela. Isso é um reflexo da qualidade do Proerd em Minas Gerais e da seriedade com a qual a PMMG desenvolve este trabalho”, ressalta. 

O Proerd consiste em um esforço conjunto entre a Polícia Militar, escola e família, e objetiva preparar crianças e adolescentes para fazerem escolhas seguras e responsáveis. Assim, o programa previne o uso de drogas e a criminalidade entre jovens. Hoje, Minas Gerais tem mais de 600 policiais militares instrutores do programa.

“Por meio de atividades educacionais em sala de aula, o policial militar fornece aos jovens as estratégias adequadas para tornarem-se bons cidadãos e resistir à oferta de drogas. Com ações direcionadas à comunidade escolar e aos pais, o Proerd também promove a inclusão da família no processo educacional e de prevenção”, reforça a Major Ana Paula.

No município de João Pinheiro, uma vez por semana o cabo Alexandro dos Santos roda 150 km para chegar ao distrito rural de Cana Brava e levar o Proerd aos alunos do quinto ano das duas escolas locais.

Instrutor desde 2007, ele levou o programa para a cidade em 2008 e observou a queda crescente na criminalidade entre menores desde então. “Vemos de perto a mudança na vida de muitas crianças e adolescentes, que passam a repensar suas escolhas de vida”, relata.

Hoje, Alexandro atende 13 escolas na cidade, com uma média de 700 alunos. “Dar aulas de Proerd é minha paixão”, declara. Por conta do trabalho desenvolvido, o militar recebeu o título de Cidadão Honorário Pinheirense no ano passado.

Para o Comissário da Infância e da Juventude do município, Joaquim Osmar, que desde 2007 acompanha o registro de ocorrências na cidade envolvendo menores - como vítimas ou autores -, a eficiência do programa é comprovada pelas estatísticas. “Diversos programas e projetos sociais sempre foram desenvolvidos em João Pinheiro, mas, após o início do Proerd, em 2008, houve uma redução gradativa e impressionante das ocorrências. Pulamos de 474 registros naquele ano para 156 em 2015”, comemora.

Reflexo em casa

Em Sete Lagoas, no Território Metropolitano, a 2º sargento Edenília Honório dá aula para 22 turmas de Proerd, em oito escolas. “O currículo do programa me encanta. O da educação infantil, por exemplo, é muito lúdico, ilustrado. Cada módulo é voltado para a faixa etária correspondente, e funciona muito bem”, destaca.

Para Edenília, o trabalho como instrutora é gratificante. “O retorno é muito positivo. Há três meses encontrei um rapaz na rua, que me abordou e agradeceu pela mudança de vida após as aulas. Ele tinha sido reprovado três vezes no colégio, não levava nada a sério, e hoje está formado e trabalhando. Os pais também relatam a melhoria na harmonia familiar dentro de casa após as aulas”, relata.

“Mas, o Proerd também exige dos policiais instrutores muita dedicação e responsabilidade, pois, apesar de ter um currículo fixo, o programa exige que trabalhemos com muito amor, pois estamos lidando com pessoas e com seus sentimentos”, completa.

Luís Otávio Maia, 11 anos, aluno do Colégio Sesi Sete Lagoas, espera as terças-feiras ansioso, quando tem as aulas do Proerd, que começaram este ano. “É muito construtivo. A gente consegue aprender com a sargento o que está acontecendo no mundo, como evitar as escolhas ruins da vida e ser bom cidadão”, conta.

Luís explica que, ao final de cada aula, ele e os colegas anotam em um diário o que aprenderam naquele dia. “Eu sempre comento com meus pais os assuntos que a gente vê com no Proerd. Por exemplo, o que mais gostei até agora foi aprender sobre os efeitos negativos do cigarro e do álcool na nossa vida”, diz.

Currículo diversificado

Por meio do Proerd, os policiais militares habilitados entram em sala de aula, e, uma vez por semana, têm um horário com duração de 50 minutos para trabalhar os currículos do programa. Eles são apropriados para cada faixa etária e representam uma ação do Estado na prevenção primária.~

“As habilidades trabalhadas são desenvolvidas de forma gradual, desde o jardim de infância até o Ensino Médio, e temos também um currículo voltado para preparar os adultos a ajudar crianças e adolescentes a colocarem estes conhecimentos em prática”, ressalta a coordenadora estadual do Proerd, Major Ana Paula Neves.



quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Aloisio Nunes de Faria

Inocêncio Nóbrega: Diário de Pernambuco

Inocêncio Nóbrega
Jornalista
inocnf@gmail.com

O segundo mais antigo jornal, ora em circulação na América Latina, “El Mercurio”, surgiu em Valparaíso, Chile, a 12 de setembro de 1827. À semelhança de seu título sucede ao “El Mercurio de Chile”, que dava cobertura aos acontecimentos políticos pela independência do Brasil. Havia, também, “Le Aurora” e “Gaceta Ministerial”, aquele dirigido por Camilo  Henriquez.

No Brasil, dois anos antes, 7 de novembro de 1825, menos aos domingos já percorria nas ruas de Recife e Olinda o “Diário de Pernambuco”. Ele é, sem dúvida, o mais vetusto órgão de imprensa a correr no nosso Continente, além da capital pernambucana as principais cidades do nordeste, consigo trazendo a respeitabilidade e experiência na condição de testemunha ocular de conturbados períodos da nossa história, inclusive de parte do Império. Quando veio à lume, numa segunda-feira, dia de S. Florêncio, em quatro páginas, duas colunas, editado que era na “Typographia Miranda & Companhia”, de seu próprio idealizador, Antonio José de Miranda Falcão, o número inaugural, vendido ao preço de 10 réis, dizia de sua destinação: cobrir a movimentação diária das entradas e saídas das embarcações, negócios comerciais e imobiliários de compras e vendas, leilões, roubos, perdas, viagens e avisos.  





No meu livro, “Independência! No Grito e na Raça”, trago o registro desse lançamento, feito por um periodista, em espanhol, referindo-se à “publicación brasileña que llega hasta nuestros dias”. Interessante a percepção de seu idealizador, de que o porto recifense dividia com o do Maranhão a exportação de produtos dos sertões cearenses: sal, couraças, algodão, que se acumulava com  de outras regiões, a exemplo do açúcar,  recebendo, por outro lado,  escravos africanos. Normalmente voltavam com, cristais, louças, pratarias, porcelanas “made in england”, móveis do melhor estilo europeu, além de outras quinquilharias, para satisfação da sociedade burguesa.  Mudou-se, com o decorrer dos tempos, sua trajetória, ao se incorporar, decididamente, à causa libertária, rendendo ao Miranda Falcão vários processos judiciais.

Oito gerações de abnegados profissionais, durante 19 décadas, se envolveram nesse constante desafio de levar, com seriedade, informações e cultura, inicialmente a uma população de 25 mil habitantes. Recentemente falecido poeta maranhense, Ferreira Gullar, foi um dos seus mais proeminentes articulistas, assim como tantos outros, de todos os estados de sua influência. Assim, a história do DP se confunde com a do jornalismo nacional. Não obstante pernambucano, a partir de 1931 integrou-se à grande família dos Diários Associados, do saudoso paraibano Assis Chateaubriand, onde ainda continua.  Surpreendeu-me, todavia, que sua edição nº 310, de 07.11 deste ano, cujo exemplar tenho em mãos, não trouxe, sequer, uma linha lembrando seu 191º aniversário. Lamento essa perda de memória, que começa tomar conta de jovens administradores, de ativos públicos ou privados, ainda mais em se tratando de um patrimônio cultural como é o “Diário de Pernambuco”, ao qual rendo minhas modestas homenagens, mesmo tardiamente.

sábado, 24 de dezembro de 2016

Aloisio Nunes de Faria

Empresário Carlos Antônio Vieira: Homem do Ano 2016

Há quarenta e sete anos o Jornal Botija Parda promove a escolha do Homem do Ano, em Araguari, constituindo em acontecimento significativo. A comunidade aguarda ansiosa a revelação do urgido pelo conselho editorial, que obedece a rígidos princípios que norteiam a análise em busca daquele que mais se destacou durante o ano na contribuição para o desenvolvimento sócio-econômico e político do município.

Ao longo dos mais de quarenta anos as escolhas recaíram sobre empresários, políticos, comerciantes, dirigentes de entidades, líderes religiosos, executivos, produtores rurais e profissionais liberais que no período analisado se destacaram positivamente na efetiva construção do processo progressista de Araguari.

Extraído do
Jornal Botija Parda
Edição de 24/12/2016
Primeira Página

O homem






Carlos Antônio Vieira, 48 anos, é graduado em Administração. Natural de Araguari, é filho de família tradicional de comerciantes. Seus pais, Izoldino Vieira e Dagmar Alves Vieira, fundadores do “Armazém do Dino”, foram pioneiros na implantação do comércio varejista no Bairro Santa Helena. É casado com a advogada Luciana Menezes de Resende e pai de Mariana Vieira de Resende e Giovana Vieira de Resende.

Pessoa conceituada e de grande prestígio na sociedade, Carlos Antônio Vieira atua em diversos setores da comunidade, tais como no meio empresarial, no associativismo e na política.

O empresário

Carlos Antônio Vieira é proprietário do Supermercado MG, empreendimento moderno e inovador com atendimento à sua inúmera clientela até às 24h, de segunda-feira a sábado.

Além das atividades normais à frente da administração de sua empresa, dedica-se de forma participativa vida da comunidade e região, com uma extensa folha de serviços prestados ao desenvolvimento da cidade, em especial do associativismo. É sócio fundador da Aracoop Sicoob e fundador e atual presidente da Actrim – Associação dos Supermercados do Triângulo Mineiro. Foi diretor da Câmara de Diretores Lojistas de Araguari por quinze anos durante quatro gestões, onde ocupou os cargos de Diretor Administrativo e Financeiro.

Na política, é homem de partido, de posições firmes e plenas de convicções e lealdade em tudo o que diz respeito ao desenvolvimento da cidade. Candidato a vereador à Câmara Municipal de Araguari, foi diplomado suplente da atual legislatura 2013/2016. Como candidato a deputado federal em 2014, obteve expressiva votação em várias regiões do estado.

Em razão de seu dinamismo e destacada atuação junto ao empresariado regional, foi eleito no último dia 2, vice-presidente da Federaminas-Federação das Associações Comerciais e Empresarias de Minas Gerais, para a gestão 2017/2018. A posse acontece em janeiro, em Belo Horizonte, e sua participação junto àquela instituição possibilitará que Araguari tenha maior proximidade a projetos e iniciativas que possam ser trazidas para o município com mais rapidez. Vale ressaltar que Araguari e Ituiutaba são as únicas cidades representadas naquela diretoria na região Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba. 

Eleito em 2015, exerce pela primeira vez o mandato de presidente da ACIA-Associação Comercial, Industrial, Agropecuária e de Serviços de Araguari, onde ao lado de valorosos companheiros de diretoria, empenha-se na realização de inúmeros projetos que buscam o progresso, por meio da luta em prol do crescimento, da união e valorização da classe empresarial do município e do estado.

Entrevista

BP: Apesar da crise econômica e política que vive o país, como o senhor analisa a atual conjuntura do município de Araguari?
Carlos: Araguari, como todo o país, sofreu e tem sofrido com a crise. No meu ponto de vista a causa a causa está na classe política, gerando seus efeitos na economia em geral. Como agravante, temos a corrupção generalizada que vem em um crescente ao longo dos anos, chegando agora em seu ápice. Espero que a Polícia Federal continue o seu trabalho de investigação, e que tenha efeito sobre todos os partidos políticos e ideologias, indiscriminadamente. Porém, por outro lado, acredito que Araguari sofreu menos os efeitos da crise por se tratar de uma cidade com perfil agropecuário, que é o que tem sustentado o país.

BP: Como empresário vitorioso e líder classista como o senhor definiria o sentimento da classe empresarial no futuro da economia do município, do estado e do país?
Carlos:  A expectativa dos empresários é sempre de que o cenário propicie melhores condições de investimentos e lucratividade. A esperança é de que as medidas tomadas pelo atual governo tenham o efeito esperado e a economia volte a crescer.

BP: No seu entendimento a cidade de Araguari já comporta o anunciado shopping?
Carlos: Sim, eu acredito.  Araguari está pronta para esse investimento e de outros de tamanha envergadura. O comércio é livre para todos os que desejam investir no ramo e fico muito satisfeito por saber que há interesse nesse tipo de empreendimento em nosso município. O shopping trará ao comércio horários diferenciados, bem como também possibilitará aos lojistas ampliar pontos de revenda.

BP: Qual a sua opinião sobre o shopping aberto na rua Rui Barbosa?
Carlos: Acredito que seria um diferencial em nosso município. Mas quem tem que decidir em dar andamento a esse projeto seria principalmente os envolvidos diretamente no assunto, ou seja, os lojistas e aqueles outros que mantém empreendimentos na área.

BP: Sobre o trabalho da ACIA-Associação Comercial e Industrial de Araguari, o que destacaria como o que de mais aconteceu em 2016?
Carlos: Foi um ano de muito trabalho e realizações. Diversos cursos, treinamentos e palestras foram promovidos para a capacitação e qualificação empresarial e profissional, bem como a entidade passou a oferecer uma gama maior de produtos e serviços aos associados, tendo com o objetivo principal facilitar a gestão de negócios. Entre todas as realizações, destaco a participação da ACIA na conquista do Escritório do Sebrae, que vem para promover a competitividade e o desenvolvimento sustentável dos pequenos negócios e fomentar o empreendedorismo, contribuindo assim para o fortalecimento da economia do município. Outra também muito importante foi a inclusão de Araguari no Programa de Revitalização e Modernização dos Distritos Industriais de Minas Gerais, desenvolvido pelo governo do estado, por meio da Codemig. Ambas as conquistas é o resultado do trabalho em parceria desenvolvido pela FIEMG-Federação das Indústrias de Minas Gerais e Prefeitura de Araguari.

BP: O prefeito eleito Marcos Coelho de Carvalho tem a obsessão de transformar a área do aeroporto municipal, principal alternativa do tráfego aéreo uberlandense, em loteamento sob o argumento de unir os bairros da região. Como cidadão araguarino o que o senhor pensa da idéia do futuro alcaide? 
Carlos: Sou favorável ao loteamento e à transferência do aeroporto para outro local. Acredito ser perfeitamente justificável o possível projeto, uma vez que é uma área vizinha a bairros com grande população, com riscos inclusive de acidentes. 

BP: No seu ponto de vista o que o município de Araguari precisa urgentemente em 2017?
Carlos: Estimular a empregabilidade para, assim, melhorar a renda per capita em nosso município. 

BP: Sua mensagem final
Carlos:  Aproveito a oportunidade para, em nome da diretoria da ACIA e s Actrim, desejar à toda comunidade araguarina, em especial aos nossos associados, parceiros e colaboradores, um Feliz Natal e que o ano de 2017 seja repleto de alegria, saúde e realizações.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Aloisio Nunes de Faria

Secretaria de Educação irá implantar novo sistema de designação em 2017

Previsão é que no próximo ano sejam designados cerca de 120 mil profissionais para atuar na rede estadual. Processo será online                                                                                            






A secretária de Estado de Educação, Macaé Evaristo, anunciou nesta quarta-feira (21/12), em entrevista coletiva que, em 2017, o processo de designação de profissionais interessados em atuar na rede estadual de ensino será realizada de forma online. A previsão é que no próximo ano sejam designados cerca de 120 mil profissionais para atuar na rede estadual.

“Para 2017, o que nós estamos tentando fazer é melhorar os processos. É dar transparência, efetividade e garantir que o estado inteiro possa acompanhar o que está acontecendo nas escolas e fortalecer os sistemas de gestão escolar. O processo de designação é um dos produtos desse processo de transformação da gestão. Queremos usar a tecnologia para apoiar pedagogicamente e fortalecer as escolas”, disse a secretária.

O novo modelo teve como inspiração o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), do Ministério da Educação (MEC), e será, inicialmente, utilizado pelos profissionais que desejam atuar como Analista de Educação Básica (AEB); Analista Educacional/Inspetor Escolar (ANE/IE); Assistente Técnico de Educação Básica (ATB); Auxiliar de Serviços de Educação Básica (ASB); Especialista em Educação Básica (EEB) – Orientador Educacional ou Supervisor Pedagógico; e Professor de Educação Básica (PEB) / regente de turma.

“Para os cargos que têm uma carga horária em bloco, nós vamos fazer, pela primeira vez na história, um processo de designação a distância e online. Ele será baseado na inscrição já realizada. Será oferecido a cada um desses servidores interessados uma listagem que apresentará as vagas em cada localidade, em cada escola e nos turnos em que elas estão disponíveis”, explica o subsecretário de Gestão de Recursos Humanos, Antonio David de Sousa Junior.

“Seguindo as regras que nós divulgaremos nos próximos dias, o candidato deverá entrar no sistema e indicar a escola na qual ele quer pleitear uma vaga de forma que a gente possa designá-lo a distância”, completa o subsecretário.

Até 2016, os candidatos interessados em concorrer a uma vaga de designado na rede estadual de ensino tinham que participar do processo de designação presencial, o que trazia muitos transtornos, como pontua Antonio David.

“Eles tinham que ir presencialmente em busca de uma vaga e isso trazia enormes transtornos e muitas dificuldades porque a oferta das vagas era colocada de uma vez só e de maneira geral. O candidato ficava pra lá e pra cá e às vezes tinha que se deslocar de um município para outro. Isso trazia muitas dificuldades”, conclui.

Em 2017, os professores regentes aula ainda terão que participar do processo de designação presencial, mas a secretaria já estuda uma forma de inseri-los no sistema de designação a distância.

“Os professores regentes de aula têm a carga horária passível de ser fragmentada. Essa complexidade nos impede neste momento de fazer com que eles estejam inseridos nesse processo. Para estes casos será a designação presencial, como foi nos últimos anos”, afirma o subsecretário.

Inscritos no processo de designação 2017

Com inscrições realizadas entre os dias 21 de novembro e 7 de dezembro, o cadastro recebeu um número recorde de inscritos: foram 1.117.996 inscrições de 564.628 candidatos interessados a pleitear vagas de designação na rede estadual de ensino.

Desse total, 34% fizeram uma inscrição, 14% fizeram duas inscrições e 45% concluíram três inscrições. Também tiveram candidatos que fizeram o cadastro no site, mas não fizeram nenhuma inscrição. Esse número representa 7% do total de inscritos.